sábado, 14 de janeiro de 2012

Morador de Jurerê Internacional (carta publicada na coluna do Cacau Menezes) -1o/jan/2012)

Carta escrita por RICA RIBAS, leitora da coluna de Cacau Menezes, que ele publicou na coluna e leu no Jornal do Almoço na data de 10 de janeiro de 2012. Reproduzo a carta aqui. E até o dia de hoje (14/jan/2012) esta carta na coluna do Cacau já tinha 466 comentários, quase todos favoráveis à autora da carta, que é moradora de Jurerê Internacional. Vamos à carta :

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"Cacau, como sabes, moro em Jurerê. Há cinco anos e meio. E é um ótimo lugar pra se morar, fora da temporada. Natal passado tirei um cara pelado completamente travado de dentro da garagem do meu prédio. Hoje, acordei com os berros de um cara às seis da manhã que, ao sair de uma festa atropelou uma pessoa, fugiu, e tentou se esconder no Open Shopping. Os seguranças pediam para que ele os acompanhasse e ele só gritava "que foi cara!" repetidamente (não conseguia nem formular um pensamento pra se defender). Outro dia um guri de dezoito anos, também saindo bêbado de uma festa aqui no norte da ilha, matou um senhor de sessenta e poucos anos que andava de bicicleta. (e lembra daquele rapaz que foi atropelado que tem até aquela "ghost bike" ali no caminho pra jurerê né?, mesma causa...).

No show do David Guetta acho que fizeram uma blitz no começo da festa: tem que fazer no final! Passar um pente fino com o bafômetro nessa galera toda na saída.

Concordo com os caras do Pretinho Básico quando disseram que 99% da população de turistas de Jurerê é composta de IDIOTAS que, por exemplo, economizam o ano inteiro para alugar uma casa em vinte paulistas querendo pagar de milionários, e o pior: escutando Michel Teló no máximo!!

Bando de IDIOTAS! não respeitam nada nem ninguém, não têm educação, nem opinião própria.

Camarote$, pul$eirinha$, champã$ e ferrari$ são os únicos valores dessa turma. Se vestem tudo igualzinho, tentando parecer que acabaram de chegar de Ibiza.

Bombadões com correntes de prata (nunca vi rico de verdade usar isso, nem de ouro (só o Ronaldinho Gaúcho)), biatches de vestidinhos curtos, tudo de "óclão" de marca... com camisa de jogador de pólo cheia de bordados...e, rasgando dinheiro? literalmente?? só tenho certeza de uma coisa quando vejo isso: aquele cara não trabalhou pra ganhar aquela grana.

Em Jurerê tem desde o casalzinho de Erechim até a super celebridade. Passando por todo tipo de pessoa.

Mas eu não acredito que os caras tenham esse comportamento em suas respectivas cidades, aqui, furam sinal, fila de carro, fila de supermercado, andam na contramão direto. Perdem os freios sociais, afinal, ninguém os conhece.

Tenho uma teoria: eles não pegam ninguém nessas nights de fazeção de média e aparência e aí saem avacalhando com tudo fazendo merda, bebendo, depredando, acelerando, frustrados.

E mais, além desse tipo de turismo "predatório", vem a bandidagem do Brasil inteiro veranear em Floripa. Como os que mataram aquele policial rodoviário federal em Coqueiros. E aí já é outro assunto-problema. Falaste do rapaz que morreu com tesouradas...

Uma vez ouvi do atual Secretário de Turismo da Capital que o turismo aqui não dá retorno em termos de arrecadação de impostos à cidade. O valor arrecadado empataria com o investimento feito pelo Poder Público. Isso se dá porque a grande maioria da hospedagem se dá em pousadas informais, que não recolhem os tributos devidamente. Esse dado pode estar errado (com certeza será contestado agora), mas se é assim será que vale a pena nos submetermos a isso tudo só para engordar a conta bancária de meia dúzia de empresários?

No mundo todo quando o turismo vira baderna a comunidade local se mobiliza. Até me lembrou um amigo que já passamos por isso em Canasvieiras, com os gringos. Infelizmente fazer blitz na sáida das festas não vai resolver o problema. É uma questão de educação. Muito mais profunda.

A raça daqui também se "idiotiza": o sonho é ir tirar a camisa no P-12! pagar de grandão, de gatão ou de ricão.

Nada contra o turismo, o pessoal de fora, nem contra festas e "la dolce vita", mas vamos pelo menos respeitar a vida dos outros.

Enfim, dai-nos paciência Deus, a nós da ilha, até acabar esse verão. Aguentar essa filas e abobados tentando furá-las. Cuidando para não sermos abalroados, principalmente se você anda "di pé", de bike, ou de moto - pasme - de manhã cedo!!! Desculpe o desabafo. Fui. Rica Ribas."

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

CUIDEM DE FLORIANÓPOLIS, POR FAVOR !!!

TODAS as pessoas que gostam de Florianópolis e pensam em ir morar ou até mesmo passar as férias na ilha deveriam ver/ouvir esse video.
Eu, James Pizarro, que escolhi passar os últimos anos da minha vida em Floripa, fico tomado de cólera quando vejo idiotas sujando ou destruindo a ilha.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A CHINA VAI NOS DESTRUIR - James Pizarro

Esta frase, de autoria de NAPOLEÃO BONAPARTE,
foi proferida há 200 anos :

"Deixem a China dormir porque,
quando ela acordar,
o mundo vai estremecer."

Duzentos anos depois, a verdade mostra-se como Napoleão tinha sabiamente previsto :
a China está destruindo a economia do mundo ocidental.

Nossos governos, burramente, ainda não enxergaram o que Napoleão já tinha visto há 200 anos...

LAGOA DA CONCEIÇÃO


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Em algum lugar entre 1959 e 2011...

Cenário 1: João não fica quieto na sala de aula. Interrompe e perturba os colegas.

· Ano 1959: É mandado à sala da diretoria, fica parado esperando 1 hora, vem o diretor, lhe dá uma bronca descomunal e até umas reguadas nas mãos e volta tranqüilo à classe. Esconde o fato dos pais com medo de apanhar mais. Pronto.

· Ano 2011: É mandado ao departamento de psiquiatria, o diagnosticam como hiperativo, com transtornos de ansiedade e déficit de atenção em ADD, o psiquiatra receita Rivotril. Transforma-se num zumbi. Os pais reivindicam uma subvenção por ter um filho incapaz e processam o colégio.

Cenário 2: Luis, de sacanagem quebra o farol de um carro, no seu bairro.

·Ano 1959: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro. A Luis nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova "cagada", cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.

· Ano 2011: Prendem o pai de Luis por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu filho. Sem o guia de uma figura paterna, Luis se volta para a droga, delinqüe e fica preso num presídio especial para adolescentes.

Cenário 3: José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo...

· Ano 1959: Rapidamente, João se sente melhor e continua brincando.

· Ano 2011: A professora Maria é acusada de não cuidar das crianças. José passa cinco anos em terapia pelo susto e seus pais processam o colégio por danos psicológicos e a professora por negligência, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida...

Cenário 4: Disciplina escolar

· Ano 1959: Fazíamos bagunça na classe... O professor nos dava uma boa "mijada" e/ou encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade e no resto da semana não incomodávamos mais ninguém.
· Ano 2011: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo. Nosso velho vai até o colégio dar queixa do professor e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho.

Cenário 5: Horário de Verão.

· Ano 1959: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Nada acontece.

· Ano 2011: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite, nas mulheres aparece até celulite.

Cenário 6: Fim das férias.

·Ano 1959: Depois de passar férias com toda a família enfiados num Gordini ou Fusca, é hora de voltar após 15 dias de sol na praia. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.

· Ano 2011: Depois de voltar de Cancun, numa viagem 'all inclusive', terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, "panic attack", seborréia, e ainda precisa de mais 15 dias de readaptação...



Cenário 7: Saúde.

· Ano 1959: Quando ficávamos doentes, íamos ao INPS aguardávamos 2 horas para sermos atendidos, não pagávamos nada, tomávamos os remédios e melhorávamos.

· Ano 2011: Pagamos uma fortuna por plano de saúde. Quando fazemos uma distensão muscular, conseguimos uma consulta VIP para daqui a 3 meses, o médico ortopedista vê uma pintinha no nosso nariz, acha que é câncer, nos indica um amigo dermatologista que pede uma biópsia, e nos indica um amigo oftalmologista porque acha que temos uma deficiência visual. Fazemos quimioterapia, usamos óculos e depois de dois anos e mais 15 consultas, melhoramos da distensão muscular.

Cenário 8: Trabalho.

· Ano 1959: O funcionário era "pego" cera (fazendo nada). Tomava uma regada do chefe, ficava com vergonha e ia trabalhar.

· Ano 2011: O funcionário pego "desestressando" é abordado gentilmente pelo chefe que pergunta se ele está passando bem. O funcionário acusa-o de bullying e assédio moral, processa a empresa que toma uma multa, o funcionário é indenizado e o chefe é demitido.

Cenário 9: Assédio.

· Ano 1959: A colega gostosona recebe uma cantada de Ricardo. Ela reclama, faz charminho mas fica envaidecida, saem para jantar, namoram e se casam.

· Ano 2011: Ricardo admira as pernas da colega gostosona quando ela nem está olhando, ela o processa por assédio sexual, ele é condenado a prestar serviços comunitários. Ela recebe indenização, terapia e proteção paga pelo estado.

Pergunta-se ..
EM QUE MOMENTO FOI, ENTRE 1959 E 2011, QUE NOS TRANSFORMAMOS NESTE BANDO DE BOSTAS?

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FONTE : (desconheço a autoria)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

FLORIANÓPOLIS : QUEIMA DE FOGOS NA ENTRADA DO ANO NOVO DE 2012


Queima de fogos no reveillon de Florianópolis, 2011 para 2012, vista do Edifício Toronto. Visão da beira-mar continental.