quarta-feira, 29 de abril de 2015

QUEM PROTEGE OS PROFESSORES DO BRASIL ? - James PIZARRO

Dei aulas durante 44 anos na UFSM, cursinhos, escolas particulares. Participei de todas as greves do ensino superior do Brasil. Professores são mortos dentro de escolas, agredidos por alunos e por pais de alunos. Professores deixam a profissão por medo. Muitos ficam depressivos e sob tratamento psiquiátrico. 
Não vejo passeatas de pais e público em geral defendendo os professores. Não vejo autoridades políticas dando a cara para bater em defesa dos docentes. Os secretários e delegados de educação nada fazem, pois não querem perder sua teta. Os políticos só lembram dos professores na época das eleições. E muitos sindicatos de professores ficam omissos quando a diretoria do sindicato é da mesma orientação política do governador, prefeito ou presidente. Nada de OAB. Nada de igrejas em geral. Nada de CNB e evangélicos. Num país onde a EDUCAÇÃO nunca foi e não é prioridade, rigorosamente NINGUÉM DEFENDE OS PROFESSORES. A sensação que tenho é que apenas os professores se defendem. Eu tinha esperança nos alunos pois - como jovens - não deveriam ter ainda se prostituído ao sistema. Mas nada ! Ninguém ! Apenas o cassetete dos soldados descendo solto no couro curtido dos docentes.
Por isso somos um país de MERDA !!!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

UM CARDEAL MÁGICO - James PIZARRO

http://www.arazao.com.br/colunistas/james-pizarro/1605/um-cardeal-magico/
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COLUNISTAS

Um cardeal mágico



James Pizarro

por James Pizarro em 23/04/2015
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Todo fim-de-ano lá ia eu com minha família - pelo trem da “Serra” - curtir férias escolares na cidade de Getúlio Vargas, situada depois de Carazinho e antes de Marcelino Ramos, na fronteira com Santa Catarina. Íamos no vagão-leito, composto de duas camas beliche, o máximo em conforto para a época. Naquele aprazível lugar, de terra vermelha e barrenta, passei por muitos anos as minhas férias. E minha estada era no próprio recinto da gare da estação ferroviária, onde residia meu tio, conhecido por Tio Cassal.
Décadas depois voltei ao local
Lá estava eu a visitar as velhas instalações da ferrovia (ainda são as mesmas). A velha casa onde morava meu tio, pintada de marrom, onde eu passava as minhas férias na infância. Apenas dois funcionários na gare da estação que, na ausência de trens de passageiros, estão ali apenas para a fiscalização dos trens carregados de soja que dali partem em direção à cidade de Rio Grande.
No pátio da antiga e abandonada casa, pude ver o poço - de onde tirávamos cristalina e pura água gelada - atulhado e transformado numa espécie de floreira. Um velho pé de plátano, com o tronco cheio de buracos e condenado à morte, completava o desolador quadro de abandono daquele pátio que foi tão importante nas minhas férias de guri. Ao lado daquele pé de plátano ficava uma gaiola, com o bicho de estimação de meu tio : um gracioso e canoro cardeal. A gaiola ficava com a porta permanentemente aberta. O cardeal comia nas mãos de meu tio, ao amanhecer. E depois, voava para longe, passando o dia fora. Lá pelas 18h, servindo chimarrão para meu tio, ouvia ele dizer : “Vamos para o pátio que tá na hora do cardeal voltar”. Inacreditável! O bichinho aparecia.
E como por encanto, pousava no dedo indicador do meu tio, que o colocava na gaiola. Onde já estavam um pedacinho de banana mole, uma gema de ovo e alpiste com semente de girassol. Décadas depois, contei isso numa aula de Ecologia. Enquanto me virei para apagar o quadro-negro, tive o dissabor de ouvir este comentário de um aluno da primeira fila : “Que baita atochada ! Quer dizer: passei por mentiroso simplesmente porque estava contando...a verdade!
Não se fazem mais alunos como antigamente. Que ainda tinham a perspectiva encantadora do mistério. Como também não se fazem mais tios inveteradamente encantadores. Nem tão pouco se fazem cardeais encantados com a liberdade, embora apaixonados por seu dono. Por que esses adoráveis tios têm de morrer ?
Por que esses mágicos cardeais são condenados à extinção? Por que a gente tem de caminhar rumo a uma antiga e pungente estação, chamada Solidão, que precede nossa chegada à estação definitiva, chamada Morte?


James Pizarro

James Pizarro

Professor aposentado da UFSM e ambientalista

ÁLCOOL E DROGAS - Pe. HAROLDO

Nossa visão: Um mundo sóbrio. Nossa missão: Estudar. Vamos ver uma maneira de meditar sobre álcool e drogas. Cada vez mais drogas para cada vez menos prazer.
A ironia perversa das drogas: é claro que droga dá prazer, se não ninguém usaria pela segunda vez. Logo de cara sofrem efeitos colaterais, ruins e suficiente para evitar qualquer desejo.
Quem fuma o primeiro cigarro de maconha pode ter efeito violento. Outra pessoa com uso prolongado começa a ter crises de paranoia suficiente para cortar o barato de qualquer um. Na outra face da moeda, maconha para alguns dá o prazer como dá o sexo e uma boa comida. Depende como o cérebro reage.
Cocaína, álcool, nicotina e maconha agem diretamente sobre o “sistema de recompensa” do cérebro aumentando a quantidade de dopamina. Dopamina circulando nos neurônios podem chegar dez vezes mais do que em estado normal e muito maior do que a encontrada durante o prazer cotidiano.
Se alguém berrar em seus ouvidos ou ir em uma balada com música super alta o tímpano se enrijece e reduz a transmissão dos sons. Resultado: é preciso aumentar o som. Tolerância em drogas surtem cada vez menos efeito das drogas, e precisa de drogas mais e mais fortes. Nunca vai ter o primeiro prazer outra vez como na primeira vez. Esse problema causa uma busca obsessiva de uma nova dose.
Cocaína por exemplo, produz uma sensação de euforia. Quando o nível de dopamina volta ao normal, o drogado quer mais e mais cocaína para tentar obter o bem estar anterior. Só obtém este bem estar com mais cocaína até aprender a dizer NÃO. Se não dizer “não” com a graça de Deus, drogas vem e vão com mais e mais intensidade. Vários exemplos colaterais: música não tem mais a mesma satisfação, sexo não é tão prazeroso. Só cocaína re-dá um prazer, e sempre menor. O prazer habitual diminui cada vez mais e precisa de drogas cada vez mais fortes como o crack.
O desejo é persistente. Podemos ficar “limpos” por meses ou anos e a memória de nosso hipotálamo sempre procurará drogas. Nunca chegamos ao “ponto zero” no sistema de recompensa. É como tentar alcançar o horizonte, nunca chegaremos lá. Drogas são um time que está sempre ganhando. Não mexa com esse time.
Sábias as palavras dos Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos, que muito antes de qualquer pesquisa científica já espalhavam entre si a mensagem de que o vício não se cura. Um alcoólatra nunca será capaz de voltar a beber “normalmente”. O vício no máximo se interrompe, ficando-se longe da droga um dia de cada vez.
 

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Doc "Caravelas e Naus um Choque Tecnológico no século XVI"


Portugal foi nos séculos XIV, XV e XVI o primeiro a iniciar a idade da descoberta, um século antes de Espanha e dois séculos antes de Inglaterra e Holanda.

Durante a época dos Descobrimentos, ousados e intrépidos marinheiros com nomes como, Bartolomeu Perestrelo, Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira, Diogo de Silves, Diogo de Teive, Gonçalo Velho Cabral, Gil Eanes, Afonso Gonçalves Baldaia, Nuno Tristão, Dinis Dias, Álvaro Fernandes, Diogo Gomes, António da Nola, Duarte Pacheco Pereira, Antão Gonçalves, Pedro de Sintra, João de Santarém, Pedro Escobar, Lopo Gonçalves, Fernando Pó, Gaspar Corte Real, Miguel Corte Real,  Álvaro Martins Homem, João da Nova, Fernando Noronha, António Saldanha, Gonçalo Álvares, João Fernandes Lavrador, Pêro de Barcelos,  Diogo Cão,  Bartolomeu Dias,  Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, António Abreu, Francisco Serrão, Simão Afonso Bisagudo, João de Lisboa, Estevão Fróis,  Cristóvão de Mendonça,(1) Gomes de Sequeira, Lourenço de Almeida, Tristão da Cunha, Afonso de Albuquerque, entre muitos outros, (2) partiram  em águas desconhecidas em busca do desconhecido.

Portugal país pequeno, que nesses séculos pouco mais que um milhão de habitantes teria, tornou-se, graças aos sacrifícios, engenho e arte de marear dos seus gloriosos marinheiros, na primeira potência marítima global.

(1) Cristóvão de Mendonça foi quem cartografou e mapeou a Áustrália em 1522/25. Esta importante descoberta foi mantida em segredo por causa da cobiça e por não termos gente suficiente para a povoar. Foram já encontradas provas da nossa estadia, através de artefactos de pesca, de dois canhões e de outros achados provenientes de Portugal.  Já depois da nossa chegada a Timor em 1511, consta que o navegador António de Abreu,  teria navegado até a essas terras, denominadas Ilha do Ouro.

(2) Na longa lista dos ousados marinheiros acima mencionada, há que notar também os feitos heróicos de mais dois cujos nomes todo o mundo conhece. Cristóvão Colombo e Fernão de Magalhães. Apesar dos seus relevantes serviços terem sido prestados à Espanha, é de referir que todos os seus conhecimentos náuticos, foram feitos em Portugal.

sábado, 18 de abril de 2015

RECEITA ECOLÓGICA DE GELÉIA DE PIMENTA

1)- 2 ou 3 pimentas vermelhas (depende o tamanho) cortadas em cubinhos, sem a sementes
2)- uma maçã ralada
3)- meio alho esmagado
4)- 200 ml de suco de laranja
5)- uma xícara de açucar e sal a gosto.
Leva ao fogo até dar ponto de geléia.

quinta-feira, 16 de abril de 2015


COLUNISTAS

Uma galinha cinematográfica


James Pizarro

por James Pizarro em 16/04/2015
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Santa Maria teve três grandes cinemas. Cine-teatro Imperial. Cine Independência. Cinema Glória. O Cine Independência virou um shopping popular, abrigando os camelôs que estavam pelas ruas da cidade. Ao invés do Gordo e o Magro, Hopalong Cassidy, Jesse James, Batman e Robim, temos hoje mercadorias do Paraguai. O Cinema Glória virou uma filial da Universal de Deus e depois uma boate. Ao invés dos grandes musicais com Doris Day, Gene Kelly, Fred Astaire, Pat Boone e Elvis Presley, sermões e dízimos. O Cine-teatro Imperial, na segunda quadra da rua Dr. Bozano, transformou-se numa filial da tradicional Casa Eny. No Imperial, Edmundo Cardoso apresentava grandes montagens teatrais com sua Escola de Teatro Leopoldo Froes.
Aos domingos, no Imperial, passava sempre um “filme de mocinho” (nome dado aos filmes de faroeste americano), seguido de um “seriado” (cada domingo passava um capítulo de uma longa história de aventuras, que chegava a durar dois meses). Na frente do cinema, antes das sessões, ocorria o tradicional troca-troca de “gibis” (revistas em quadrinhos dos heróis da época). Ou então, troca de figurinhas do famoso “Álbum das Balas Rute”.
O “Seu” Aurélio era o lanterninha do Cine-teatro Imperial, famoso pelo duro que dava na gurizada durante as sessões. Em sua homenagem existe hoje o “Cine-clube Lanterninha Aurélio”. Certa vez fiz uma aposta com os meus colegas da rua Silva Jardim. Apostei que entraria no matinê com uma galinha e que o Aurélio não veria. Não só entrei com a galinha dentro do casacão (chamado de “sobretudo” na época) como fiz uma barbaridade. Fui sentar na primeira fila de cadeiras do mezanino (a parte superior da sala de exibição).
E na hora mais romântica do filme, quando o mocinho pedia a mão da moça em casamento, eu atirei a galinha lá de cima. A coitada voou como podia e foi se estatelar na cabeça da piazada lá embaixo. O Aurélio interrompeu a sessão, no meio da algazarra da gurizada. Acenderam-se as luzes. E furioso ele foi ao mezanino. E queria saber quem tinha jogado o galináceo. Ninguém me acusou. E eu fiquei gelado de medo.
Mas ganhei a aposta: meia dúzia de Cyrillinhas, o refrigerante mais famoso da época, fabricado em Santa Maria mesmo. Maconha, cocaína, rachas de automóveis, motos numa só roda, roleta russa, agressão a professores, brigas de gangues juvenis, pichações. Ao ler nos jornais essas “brincadeiras” da gurizada de hoje, fico estarrecido. Perto dessa turma de hoje eu era um santo!

James Pizarro

James Pizarro

Professor aposentado da UFSM e ambientalista

quinta-feira, 2 de abril de 2015

COCAÍNA - Pe. Haroldo


Tem uso médico, porém tem um alto potencial para abuso. Leva a dependência psicológica e física. Um Freebase chega a ser o Crack. Um grama é vendido por U$20 USA, U$35.000 USA por kilo. Para o psicólogo é um estimulante terrível para o sistema nervoso central. Para os botânicos é um alkaloid nas folhas da planta. Os cartéis ganham bilhões de dólares. A cocaína vem da Bolívia e Peru, e nos dias atuais principalmente da Colômbia. Na região central da Colômbia 50% dos trabalhadores, trabalham nessa indústria. Colômbia agora produz 75% de toda a coca da América do Sul. Trabalhadores nestes países mastigam cocaína para trabalhar bem. Anos atrás os colonizadores espanhóis tentaram acabar com a folha de coca para os trabalhadores. Notaram imediatamente que os trabalhadores ficaram cansados e não trabalharam bem sem a folha de coca. Permitiram outra vez para ganhar mais dinheiro nas indústrias.
Aproximadamente 33.900.000 americanos tem usado cocaína pelo menos uma vez nas suas vidas. Cada ano gastam 36 bilhões de dólares comprando cocaína. Representa 56,2% de todo dinheiro gasto em drogas ilícitas. Baseado nestas ideias o USA gastam 100 bilhões de dólares no abuso de cocaína. Dividindo um número completo dos americanos, o problema custaria U$360 para cada americano. Brasil teria aproximadamente a mesma perda de dinheiro. Em 2002, 796.000 americanos receberam tratamento e pelo menos 70% voltaram a este hábito terrível.

HISTÓRIA: Nas montanhas dos Andes o povo mastiga a folha há milhares de anos. É uma parte da cultura deste povo.
As folhas mastigadas equivalem a 1% de droga.
Sigmund Freud usava cocaína e deu aos seus clientes. Afinal, aprendeu os problemas colaterais e em 1891, 200 pessoas morreram. Antes de morrer Freud escreveu sobre a deteriorização, paranóia, alucinações e outros problemas psiquiátricos.
Coca-Cola no começo usava cocaína com 69 imitadores. Depois de vários anos tiraram a cocaína do refrigerante.

A PLANTA DE COCA:
 Existem quatro variedades. A muda pode produzir dentro de 24 meses. Podem colher 3 até 8 vezes por ano. Podem usar folhas secas . A venda de coca pode ser para mastigar ou como chá. Médicos podem usar, porém a maior parte do mercado é ilegal e é vendida por bilhões de dólares.

PRODUÇÃO: A produção de hydrochloride de cocaína vem das folhas. As folhas são secadas e o processo químico começa. Alkali de limão e cimento estão misturados. Cortam as folhas e colocam gasolina ou querosene, e fazem um terrível líquido. Adicionam água e ácido, e quando está seca forma uma pasta base. Adicionam ácido sulfúrico. Potassium está adicionado para limpar a pasta que dá 80% de cocaína. A base é mandada ao laboratório para mais purificação com hydrochloride. No laboratório adicionam ethyl acetate ou outro líquido. Outra vez o ácido hydrochloride está adicionada causando uma outra pasta, que é seca e é colocada em pacotes para a venda.
Você tem problemas com álcool e/ou com outras drogas?
Nós temos a solução!
Instituto Padre Haroldo
Rua Doutor João Quirino do Nascimento n° 1.601 - Jd. Boa Esperança
13091-516 Campinas, SP
Para mai informações, ligue:
(19) 3794-2500
"Tomai, Senhor, e recebei toda a minha liberdade, memória, entendimento e toda a minha vontade. Tudo que tenho ou possuo Tu me destes. A Vós, Senhor, restituo. Tudo é Vosso. Disponde segundo a Vossa vontade. Dai-me o Vosso amor e a Vossa graça. Pois ela me basta."
Oração de Santo Inácio de Loyola.