domingo, 30 de novembro de 2008

A ANÃ E O GINECOLOGISTA...

Uma anã vai a uma consulta ginecológica. O médico pergunta-lhe em que pode
Ajudar.
- Bem doutor... Na verdade não sei como dizer... Mas cada vez que chove a
minha vagina dói-me.
- Dói? Mas como?
- Ah, doutor, ela dói, arde, FICA avermelhada...
- Bem. Deite-se na maca que eu vou examiná-la.
O médico observa-a atentamente e diz-lhe:
- Na verdade não encontro nada de anormal... Mas como é a dor?
- É uma dor muito intensa, o curioso é que sinto somente quando chove...
- Bem, recomendar-lhe-ia que venha num dia de chuva, assim posso fazer um
diagnóstico mais preciso. Passam-se 15 dias e numa tarde chuvosa aparece no
consultório novamente a anã.
- Ai, doutor. Não aguento mais de dor! Hoje, que está chovendo, está-me a
doer muito novamente!
O médico olha-a e manda-a deitar-se na maca ginecológica. Coloca um lençol
entre as pernas, agarra uma tesoura e começa a trabalhar.
Depois de cinco minutos diz-lhe para descer DA maca:
- Como se sente?
A anã caminha um pouco e diz:
- Estou muito bem doutor, já não sinto nada. O que é que o senhor fez?
- Nada. Só lhe cortei um pouco as botas de borracha.

"A LETRA QUE NÃO COUBE NA RUMBA"


Descruzadas as tíbias,
jogada fora a caveira,
com a moralidade a rir a bandeiras despregadas,
a canhoneiras assestadas,
com a gota paralisando as Caraíbas,
com os tesouros a contas com o fisco
- onde parava o corsário e o seu risco?

No engancho de mão,no bafejo de rum,
no beiramar passeio a pernas quatro(uma de pau),
mostrou o olho despalado: era o corisco
- vazado o esperava - de quem foi tão mau.

(Há ossos de peixe,há ossos de homem
na sopa que o turista e o corsário comem?)

Baralhou.
Cortei.
Deu.
Joguei.

Sob o trunfo de espadas,
seu passado,carta a carta,vislumbrei.
*****************************************************
Autor : Alexandre O'Neill
(encaminhado por meu amigo e colega blogueiro Rui Lucas, residente em Coimbra, Portugal)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A INDÚSTRIA BILIONÁRIA DA FABRICAÇÃO DE DOENTES


Os vendedores de doenças
As estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros espalhando o medo e transformando qualquer problema banal de saúde numa "síndrome" que exige tratamento

Ray Moynihan, Alan Cassels
Há cerca de trinta anos, o dirigente de uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo fez declarações muito claras. Na época, perto da aposentadoria, o dinâmico diretor da Merck, Henry Gadsden, revelou à revista Fortune seu desespero por ver o mercado potencial de sua empresa confinado somente às doenças. Explicando preferiria ver a Merck transformada numa espécie de Wringley's – fabricante e distribuidor de gomas de mascar –, Gadsden declarou que sonhava, havia muito tempo, produzir medicamentos destinados às... pessoas saudáveis. Porque, assim, a Merck teria a possibilidade de "vender para todo mundo". Três décadas depois, o sonho entusiasta de Gadsden tornou-se realidade.
As estratégias de marketing das maiores empresas farmacêuticas almejam agora, e de maneira agressiva, as pessoas saudáveis. Os altos e baixos da vida diária tornaram-se problemas mentais. Queixas totalmente comuns são transformadas em síndromes de pânico. Pessoas normais são, cada vez mais pessoas, transformadas em doentes. Em meio a campanhas de promoção, a indústria farmacêutica, que movimenta cerca de 500 bilhões dólares por ano, explora os nossos mais profundos medos da morte, da decadência física e da doença – mudando assim literalmente o que significa ser humano. Recompensados com toda razão quando salvam vidas humanas e reduzem os sofrimentos, os gigantes farmacêuticos não se contentam mais em vender para aqueles que precisam. Pela pura e simples razão que, como bem sabe Wall Street, dá muito lucro dizer às pessoas saudáveis que estão doentes.

A fabricação das "síndromes"
A maioria de habitantes dos países desenvolvidos desfruta de vidas mais longas, mais saudáveis e mais dinâmicas que as de seus ancestrais. Mas o rolo compressor das campanhas publicitárias, e das campanhas de sensibilização diretamente conduzidas, transforma as pessoas saudáveis preocupadas com a saúde em doentes preocupados. Problemas menores são descritos como muitas síndromes graves, de tal modo que a timidez torna-se um "problema de ansiedade social", e a tensão pré-menstrual, uma doença mental denominada "problema disfórico pré-menstrual" . O simples fato de ser um sujeito "predisposto" a desenvolver uma patologia torna-se uma doença em si.
O epicentro desse tipo de vendas situa-se nos Estados Unidos, abrigo de inúmeras multinacionais farmacêuticas. Com menos de 5% da população mundial, esse país já representa cerca de 50% do mercado de medicamentos. As despesas com a saúde continuam a subir mais do que em qualquer outro lugar do mundo. Cresceram quase 100% em seis anos – e isso não só porque os preços dos medicamentos registram altas drásticas, mas também porque os médicos começaram a prescrever cada vez mais.
De seu escritório situado no centro de Manhattan, Vince Parry representa o que há de melhor no marketing mundial. Especialista em publicidade, ele se dedica agora à mais sofisticada forma de venda de medicamentos: dedica-se, junto com as empresas farmacêuticas, a criar novas doenças. Em um artigo impressionante intitulado "A arte de catalogar um estado de saúde", Parry revelou recentemente os artifícios utilizados por essas empresas para "favorecer a criação" dos problemas médicos [1]. Às vezes, trata-se de um estado de saúde pouco conhecido que ganha uma atenção renovada; às vezes, redefine-se uma doença conhecida há muito tempo, dando-lhe um novo nome; e outras vezes cria-se, do nada, uma nova "disfunção". Entre as preferidas de Parry encontram-se a disfunção erétil, o problema da falta de atenção entre os adultos e a síndrome disfórica pré-menstrual – uma síndrome tão controvertida, que os pesquisadores avaliam que nem existe.

Médicos orientados por marqueteiros
Com uma rara franqueza, Perry explica a maneira como as empresas farmacêuticas não só catalogam e definem seus produtos com sucesso, tais como o Prozac ou o Viagra, mas definem e catalogam também as condições que criam o mercado para esses medicamentos.
Sob a liderança de marqueteiros da indústria farmacêutica, médicos especialistas e gurus como Perry sentam-se em volta de uma mesa para "criar novas idéias sobre doenças e estados de saúde". O objetivo, diz ele, é fazer com que os clientes das empresas disponham, no mundo inteiro, "de uma nova maneira de pensar nessas coisas". O objetivo é, sempre, estabelecer uma ligação entre o estado de saúde e o medicamento, de maneira a otimizar as vendas.
Para muitos, a idéia segundo a qual as multinacionais do setor ajudam a criar novas doenças parecerá estranha, mas ela é moeda corrente no meio da indústria. Destinado a seus diretores, um relatório recente de Business Insight mostrou que a capacidade de "criar mercados de novas doenças" traduz-se em vendas que chegam a bilhões de dólares. Uma das estratégias de melhor resultado, segundo esse relatório, consiste em mudar a maneira como as pessoas vêem suas disfunções sem gravidade. Elas devem ser "convencidas" de que "problemas até hoje aceitos no máximo como uma indisposição" são "dignos de uma intervenção médica". Comemorando o sucesso do desenvolvimento de mercados lucrativos ligados a novos problemas da saúde, o relatório revelou grande otimismo em relação ao futuro financeiro da indústria farmacêutica: "Os próximos anos evidenciarão, de maneira privilegiada, a criação de doenças patrocinadas pela empresa".
Dado o grande leque de disfunções possíveis, certamente é difícil traçar uma linha claramente definida entre as pessoas saudáveis e as doentes. As fronteiras que separam o "normal" do "anormal" são freqüentemente muito elásticas; elas podem variar drasticamente de um país para outro e evoluir ao longo do tempo. Mas o que se vê nitidamente é que, quanto mais se amplia o campo da definição de uma patologia, mais essa última atinge doentes em potencial, e mais vasto é o mercado para os fabricantes de pílulas e de cápsulas.
Em certas circunstâncias, os especialistas que dão as receitas são retribuídos pela indústria farmacêutica, cujo enriquecimento está ligado à forma como as prescrições de tratamentos forem feitas. Segundo esses especialistas, 90% dos norte-americanos idosos sofrem de um problema denominado "hipertensão arterial"; praticamente quase metade das norte-americanas são afetadas por uma disfunção sexual batizada FSD (disfunção sexual feminina); e mais de 40 milhões de norte-americanos deveriam ser acompanhados devido à sua taxa de colesterol alta. Com a ajuda dos meios de comunicação em busca de grandes manchetes, a última disfunção é constantemente anunciada como presente em grande parte da população: grave, mas sobretudo tratável, graças aos medicamentos. As vias alternativas para compreender e tratar dos problemas de saúde, ou para reduzir o número estimado de doentes, são sempre relegadas ao último plano, para satisfazer uma promoção frenética de medicamentos.

Quanto mais alienados, mais consumistas
A remuneração dos especialistas pela indústria não significa necessariamente tráfico de influências. Mas, aos olhos de um grande número de observadores, médicos e indústria farmacêutica mantêm laços extremamente estreitos.
As definições das doenças são ampliadas, mas as causas dessas pretensas disfunções são, ao contrário, descritas da forma mais sumária possível. No universo desse tipo de marketing, um problema maior de saúde, tal como as doenças cardiovasculares, pode ser considerado pelo foco estreito da taxa de colesterol ou da tensão arterial de uma pessoa. A prevenção das fraturas da bacia em idosos confunde-se com a obsessão pela densidade óssea das mulheres de meia-idade com boa saúde. A tristeza pessoal resulta de um desequilíbrio químico da serotonina no celebro.
O fato de se concentrar em uma parte faz perder de vista as questões mais importantes, às vezes em prejuízo dos indivíduos e da comunidade. Por exemplo: se o objetivo é a melhora da saúde, alguns dos milhões investidos em caros medicamentos para baixar o colesterol em pessoas saudáveis, podem ser utilizados, de modo mais eficaz, em campanhas contra o tabagismo, ou para promover a atividade física e melhorar o equilíbrio alimentar.
A venda de doenças é feita de acordo com várias técnicas de marketing, mas a mais difundida é a do medo. Para vender às mulheres o hormônio de reposição no período da menopausa, brande-se o medo da crise cardíaca. Para vender aos pais a idéia segundo a qual a menor depressão requer um tratamento pesado, alardeia-se o suicídio de jovens. Para vender os medicamentos para baixar o colesterol, fala-se da morte prematura. E, no entanto, ironicamente, os próprios medicamentos que são objeto de publicidade exacerbada às vezes causam os problemas que deveriam evitar.
O tratamento de reposição hormonal (THS) aumenta o risco de crise cardíaca entre as mulheres; os antidepressivos aparentemente aumentam o risco de pensamento suicida entre os jovens. Pelo menos, um dos famosos medicamentos para baixar o colesterol foi retirado do mercado porque havia causado a morte de "pacientes". Em um dos casos mais graves, o medicamento considerado bom para tratar problemas intestinais banais causou tamanha constipação que os pacientes morreram. No entanto, neste e em outros casos, as autoridades nacionais de regulação parecem mais interessadas em proteger os lucros das empresas farmacêuticas do que a saúde pública.

A "medicalização" interesseira da vida
A flexibilização da regulação da publicidade no final dos anos 1990, nos Estados Unidos, traduziu-se em um avanço sem precedentes do marketing farmacêutico dirigido a "toda e qualquer pessoa do mundo". O público foi submetido, a partir de então, a uma média de dez ou mais mensagens publicitárias por dia. O lobby farmacêutico gostaria de impor o mesmo tipo de desregulamentação em outros lugares.
Há mais de trinta anos, um livre pensador de nome Ivan Illich deu o sinal de alerta, afirmando que a expansão do establishment médico estava prestes a "medicalizar" a própria vida, minando a capacidade das pessoas enfrentarem a realidade do sofrimento e da morte, e transformando um enorme número de cidadãos comuns em doentes. Ele criticava o sistema médico, "que pretende ter autoridade sobre as pessoas que ainda não estão doentes, sobre as pessoas de quem não se pode racionalmente esperar a cura, sobre as pessoas para quem os remédios receitados pelos médicos se revelam no mínimo tão eficazes quanto os oferecidos pelos tios e tias [2] ".
Mais recentemente, Lynn Payer, uma redatora médica, descreveu um processo que denominou "a venda de doenças": ou seja, o modo como os médicos e as empresas farmacêuticas ampliam sem necessidade as definições das doenças, de modo a receber mais pacientes e comercializar mais medicamentos [3]. Esses textos tornaram-se cada vez mais pertinentes, à medida que aumenta o rugido do marketing e que se consolidas as garras das multinacionais sobre o sistema de saúde.
(Tradução: Wanda Caldeira Brant) wbrant@globo. com
Bibliografia complementar:
* A revista médica PLoS Medecine traz, em seu número de abril de 2006, um importante dossiê sobre "A produção de doenças" – http://medicine. plosjournals. org/
* Na França, as revistas Pratiques (dirigida ao grande público) e Prescrire (destinada aos médicos) avaliam os medicamentos e trazem um olhar crítico sobre a definição das doenças.
*Jörg Blech, Les inventeurs de maladies. Manœuvres et manipulations de l'industrie pharmaceutique, Arles, Actes Sud, 2005.
* Philippe Pignarre, Comment la dépression est devenue une épidémie, Paris, Hachette-Litté rature, col. Pluriel, 2003.
Este Artigo vem de encontro com o que já nos foi declarado por PAUL ZANE PILZER em sua pesquisa de 6 milhões de dóares, onde denuncia a INDÚSTRIA DA DOENÇA nos EUA, em sua palestra na Extravaganza Brasil 2005.
***********************************
Fonte: Le Monde Diplomatique (edição maio 2006) http://diplo. uol.com.br/ 2006-05,a1302

A INDÚSTRIA BILIONÁRIA DA FABRICAÇÃO DE DOENTES


Os vendedores de doenças
As estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros espalhando o medo e transformando qualquer problema banal de saúde numa "síndrome" que exige tratamento

Ray Moynihan, Alan Cassels
Há cerca de trinta anos, o dirigente de uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo fez declarações muito claras. Na época, perto da aposentadoria, o dinâmico diretor da Merck, Henry Gadsden, revelou à revista Fortune seu desespero por ver o mercado potencial de sua empresa confinado somente às doenças. Explicando preferiria ver a Merck transformada numa espécie de Wringley's – fabricante e distribuidor de gomas de mascar –, Gadsden declarou que sonhava, havia muito tempo, produzir medicamentos destinados às... pessoas saudáveis. Porque, assim, a Merck teria a possibilidade de "vender para todo mundo". Três décadas depois, o sonho entusiasta de Gadsden tornou-se realidade.
As estratégias de marketing das maiores empresas farmacêuticas almejam agora, e de maneira agressiva, as pessoas saudáveis. Os altos e baixos da vida diária tornaram-se problemas mentais. Queixas totalmente comuns são transformadas em síndromes de pânico. Pessoas normais são, cada vez mais pessoas, transformadas em doentes. Em meio a campanhas de promoção, a indústria farmacêutica, que movimenta cerca de 500 bilhões dólares por ano, explora os nossos mais profundos medos da morte, da decadência física e da doença – mudando assim literalmente o que significa ser humano. Recompensados com toda razão quando salvam vidas humanas e reduzem os sofrimentos, os gigantes farmacêuticos não se contentam mais em vender para aqueles que precisam. Pela pura e simples razão que, como bem sabe Wall Street, dá muito lucro dizer às pessoas saudáveis que estão doentes.

A fabricação das "síndromes"
A maioria de habitantes dos países desenvolvidos desfruta de vidas mais longas, mais saudáveis e mais dinâmicas que as de seus ancestrais. Mas o rolo compressor das campanhas publicitárias, e das campanhas de sensibilização diretamente conduzidas, transforma as pessoas saudáveis preocupadas com a saúde em doentes preocupados. Problemas menores são descritos como muitas síndromes graves, de tal modo que a timidez torna-se um "problema de ansiedade social", e a tensão pré-menstrual, uma doença mental denominada "problema disfórico pré-menstrual" . O simples fato de ser um sujeito "predisposto" a desenvolver uma patologia torna-se uma doença em si.
O epicentro desse tipo de vendas situa-se nos Estados Unidos, abrigo de inúmeras multinacionais farmacêuticas. Com menos de 5% da população mundial, esse país já representa cerca de 50% do mercado de medicamentos. As despesas com a saúde continuam a subir mais do que em qualquer outro lugar do mundo. Cresceram quase 100% em seis anos – e isso não só porque os preços dos medicamentos registram altas drásticas, mas também porque os médicos começaram a prescrever cada vez mais.
De seu escritório situado no centro de Manhattan, Vince Parry representa o que há de melhor no marketing mundial. Especialista em publicidade, ele se dedica agora à mais sofisticada forma de venda de medicamentos: dedica-se, junto com as empresas farmacêuticas, a criar novas doenças. Em um artigo impressionante intitulado "A arte de catalogar um estado de saúde", Parry revelou recentemente os artifícios utilizados por essas empresas para "favorecer a criação" dos problemas médicos [1]. Às vezes, trata-se de um estado de saúde pouco conhecido que ganha uma atenção renovada; às vezes, redefine-se uma doença conhecida há muito tempo, dando-lhe um novo nome; e outras vezes cria-se, do nada, uma nova "disfunção". Entre as preferidas de Parry encontram-se a disfunção erétil, o problema da falta de atenção entre os adultos e a síndrome disfórica pré-menstrual – uma síndrome tão controvertida, que os pesquisadores avaliam que nem existe.

Médicos orientados por marqueteiros
Com uma rara franqueza, Perry explica a maneira como as empresas farmacêuticas não só catalogam e definem seus produtos com sucesso, tais como o Prozac ou o Viagra, mas definem e catalogam também as condições que criam o mercado para esses medicamentos.
Sob a liderança de marqueteiros da indústria farmacêutica, médicos especialistas e gurus como Perry sentam-se em volta de uma mesa para "criar novas idéias sobre doenças e estados de saúde". O objetivo, diz ele, é fazer com que os clientes das empresas disponham, no mundo inteiro, "de uma nova maneira de pensar nessas coisas". O objetivo é, sempre, estabelecer uma ligação entre o estado de saúde e o medicamento, de maneira a otimizar as vendas.
Para muitos, a idéia segundo a qual as multinacionais do setor ajudam a criar novas doenças parecerá estranha, mas ela é moeda corrente no meio da indústria. Destinado a seus diretores, um relatório recente de Business Insight mostrou que a capacidade de "criar mercados de novas doenças" traduz-se em vendas que chegam a bilhões de dólares. Uma das estratégias de melhor resultado, segundo esse relatório, consiste em mudar a maneira como as pessoas vêem suas disfunções sem gravidade. Elas devem ser "convencidas" de que "problemas até hoje aceitos no máximo como uma indisposição" são "dignos de uma intervenção médica". Comemorando o sucesso do desenvolvimento de mercados lucrativos ligados a novos problemas da saúde, o relatório revelou grande otimismo em relação ao futuro financeiro da indústria farmacêutica: "Os próximos anos evidenciarão, de maneira privilegiada, a criação de doenças patrocinadas pela empresa".
Dado o grande leque de disfunções possíveis, certamente é difícil traçar uma linha claramente definida entre as pessoas saudáveis e as doentes. As fronteiras que separam o "normal" do "anormal" são freqüentemente muito elásticas; elas podem variar drasticamente de um país para outro e evoluir ao longo do tempo. Mas o que se vê nitidamente é que, quanto mais se amplia o campo da definição de uma patologia, mais essa última atinge doentes em potencial, e mais vasto é o mercado para os fabricantes de pílulas e de cápsulas.
Em certas circunstâncias, os especialistas que dão as receitas são retribuídos pela indústria farmacêutica, cujo enriquecimento está ligado à forma como as prescrições de tratamentos forem feitas. Segundo esses especialistas, 90% dos norte-americanos idosos sofrem de um problema denominado "hipertensão arterial"; praticamente quase metade das norte-americanas são afetadas por uma disfunção sexual batizada FSD (disfunção sexual feminina); e mais de 40 milhões de norte-americanos deveriam ser acompanhados devido à sua taxa de colesterol alta. Com a ajuda dos meios de comunicação em busca de grandes manchetes, a última disfunção é constantemente anunciada como presente em grande parte da população: grave, mas sobretudo tratável, graças aos medicamentos. As vias alternativas para compreender e tratar dos problemas de saúde, ou para reduzir o número estimado de doentes, são sempre relegadas ao último plano, para satisfazer uma promoção frenética de medicamentos.

Quanto mais alienados, mais consumistas
A remuneração dos especialistas pela indústria não significa necessariamente tráfico de influências. Mas, aos olhos de um grande número de observadores, médicos e indústria farmacêutica mantêm laços extremamente estreitos.
As definições das doenças são ampliadas, mas as causas dessas pretensas disfunções são, ao contrário, descritas da forma mais sumária possível. No universo desse tipo de marketing, um problema maior de saúde, tal como as doenças cardiovasculares, pode ser considerado pelo foco estreito da taxa de colesterol ou da tensão arterial de uma pessoa. A prevenção das fraturas da bacia em idosos confunde-se com a obsessão pela densidade óssea das mulheres de meia-idade com boa saúde. A tristeza pessoal resulta de um desequilíbrio químico da serotonina no celebro.
O fato de se concentrar em uma parte faz perder de vista as questões mais importantes, às vezes em prejuízo dos indivíduos e da comunidade. Por exemplo: se o objetivo é a melhora da saúde, alguns dos milhões investidos em caros medicamentos para baixar o colesterol em pessoas saudáveis, podem ser utilizados, de modo mais eficaz, em campanhas contra o tabagismo, ou para promover a atividade física e melhorar o equilíbrio alimentar.
A venda de doenças é feita de acordo com várias técnicas de marketing, mas a mais difundida é a do medo. Para vender às mulheres o hormônio de reposição no período da menopausa, brande-se o medo da crise cardíaca. Para vender aos pais a idéia segundo a qual a menor depressão requer um tratamento pesado, alardeia-se o suicídio de jovens. Para vender os medicamentos para baixar o colesterol, fala-se da morte prematura. E, no entanto, ironicamente, os próprios medicamentos que são objeto de publicidade exacerbada às vezes causam os problemas que deveriam evitar.
O tratamento de reposição hormonal (THS) aumenta o risco de crise cardíaca entre as mulheres; os antidepressivos aparentemente aumentam o risco de pensamento suicida entre os jovens. Pelo menos, um dos famosos medicamentos para baixar o colesterol foi retirado do mercado porque havia causado a morte de "pacientes". Em um dos casos mais graves, o medicamento considerado bom para tratar problemas intestinais banais causou tamanha constipação que os pacientes morreram. No entanto, neste e em outros casos, as autoridades nacionais de regulação parecem mais interessadas em proteger os lucros das empresas farmacêuticas do que a saúde pública.

A "medicalização" interesseira da vida
A flexibilização da regulação da publicidade no final dos anos 1990, nos Estados Unidos, traduziu-se em um avanço sem precedentes do marketing farmacêutico dirigido a "toda e qualquer pessoa do mundo". O público foi submetido, a partir de então, a uma média de dez ou mais mensagens publicitárias por dia. O lobby farmacêutico gostaria de impor o mesmo tipo de desregulamentação em outros lugares.
Há mais de trinta anos, um livre pensador de nome Ivan Illich deu o sinal de alerta, afirmando que a expansão do establishment médico estava prestes a "medicalizar" a própria vida, minando a capacidade das pessoas enfrentarem a realidade do sofrimento e da morte, e transformando um enorme número de cidadãos comuns em doentes. Ele criticava o sistema médico, "que pretende ter autoridade sobre as pessoas que ainda não estão doentes, sobre as pessoas de quem não se pode racionalmente esperar a cura, sobre as pessoas para quem os remédios receitados pelos médicos se revelam no mínimo tão eficazes quanto os oferecidos pelos tios e tias [2] ".
Mais recentemente, Lynn Payer, uma redatora médica, descreveu um processo que denominou "a venda de doenças": ou seja, o modo como os médicos e as empresas farmacêuticas ampliam sem necessidade as definições das doenças, de modo a receber mais pacientes e comercializar mais medicamentos [3]. Esses textos tornaram-se cada vez mais pertinentes, à medida que aumenta o rugido do marketing e que se consolidas as garras das multinacionais sobre o sistema de saúde.
(Tradução: Wanda Caldeira Brant) wbrant@globo. com
Bibliografia complementar:
* A revista médica PLoS Medecine traz, em seu número de abril de 2006, um importante dossiê sobre "A produção de doenças" – http://medicine. plosjournals. org/
* Na França, as revistas Pratiques (dirigida ao grande público) e Prescrire (destinada aos médicos) avaliam os medicamentos e trazem um olhar crítico sobre a definição das doenças.
*Jörg Blech, Les inventeurs de maladies. Manœuvres et manipulations de l'industrie pharmaceutique, Arles, Actes Sud, 2005.
* Philippe Pignarre, Comment la dépression est devenue une épidémie, Paris, Hachette-Litté rature, col. Pluriel, 2003.
Este Artigo vem de encontro com o que já nos foi declarado por PAUL ZANE PILZER em sua pesquisa de 6 milhões de dóares, onde denuncia a INDÚSTRIA DA DOENÇA nos EUA, em sua palestra na Extravaganza Brasil 2005.
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Fonte: Le Monde Diplomatique (edição maio 2006) http://diplo. uol.com.br/ 2006-05,a1302

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

MEUS AMIGOS : COLOQUEM SUAS FOTOS !!!

"MANEQUINHO"



Estudei toda minha vida no Colégio Estadual Naoel Ribas, o popular "MANECO", considerado nas décadas de 60/70 a escola pública "padrão" do Rio Grande do Sul. O autor do boneco-símbolo da escola foi o meu professor de Desenho e grande amigo Ênio Trevisan, infelizmente já falecido (era irmão do grande pintor santa-mariense Eduardo Trevisan). O desenho original é o de blusão vermelho. Quanto ao desenho colocado na camiseta comemorativa ao aniversário do colégio desconheço a autoria.

domingo, 23 de novembro de 2008

O QUE É POLÍTICA, PAI ?


FOTO : Sebastião Salgado
**********************************************************
- Pai, eu preciso fazer um trabalho para a escola! Posso te fazer uma pergunta?
- Claro, meu filho, qual é a pergunta?
- O que é política, pai?
- Bem, política envolve: Povo; Governo; Poder econômico; Classe trabalhadora; Futuro do país.
- Não entendi, dá para explicar?
- Bem, vou usar a nossa casa como exemplo:
Sou eu quem traz dinheiro para casa, então eu sou o poder econômico.
Sua mãe administra e gasta o dinheiro, então ela é o governo.
Como nós cuidamos das suas necessidades, você é o povo.
Seu irmãozinho é o futuro do país.
A Zefinha, babá dele, é a classe trabalhadora.
- Entendeu, filho?
- Mais ou menos, pai vou pensar.
Naquela noite, acordado pelo choro do irmãozinho o
menino foi ver o que havia de errado. Descobriu que
o irmãozinho tinha sujado a fralda e estava todo emporcalhado. Foi ao quarto dos pais e viu que sua mãe estava num sono muito profundo. Foi ao quarto da babá e viu através da fechadura o pai transando com ela ...
Como os dois nem percebiam as batidas que o menino dava na porta, ele voltou para o quarto e dormiu. Na manhã seguinte, na hora do café, ele falou para o pai:
- Pai, agora acho que entendi o que é política............
- Ótimo filho! Então me explica com suas palavras.
- Bom pai, acho que é assim:
Enquanto o poder econômico fode a classe trabalhadora, o governo dorme profundamente. O povo é totalmente ignorado e o futuro do país fica na merda!!!

GAIA, A DEUSA DA TERRA

Antes do homem ser criado, só havia terra e ar e antes mesmo de existir o ar e a terra, se necessitava de um lugar para estes se manifestarem. Este lugar era o Caos: que era o lugar onde existia só a possibilidade de ser. No sonho do Caos só existia o Pensamento, que crescia e palpitava e este Pensamento estabeleceu a Ordem. Tão poderoso e eficaz foi este Pensamento que chamou a si mesmo de Eros, e ao pronunciar aquele nome, o Caos se transformou no Momento. Do Caos e Eros surgiram a obscuridade chamada Nyx e o movimento chamado Boreas, o vento.

Em sua primeira dança cósmica, Nyx e Boreas, giraram em movimento arrebatado e frenético até que tudo que era denso e pesado descendeu, e tudo que era leve ascendeu. A matéria densa era Gaia e de sua chuva e de sua semente proveu sua descendência.

A princípio, de Gaia nasceu Urano ou o Céu, que uniu-se a ela gerando os gigantes, feios, violentos e poderosos Titãs, os Titânides, incluindo Cronos, o Devorador Pai do Tempo. Urano não tolerava os filhos e logo que nasciam, os empurrava de volta para dentro do útero, para o fundo da Terra Mãe, onde estagnavam pela ausência de luz, atividade e liberdade. Finalmente um deles, Cronos, foi secretamente removido do próprio útero da Mãe Gaia e quando o Pai Urano desceu para cobrir Gaia, esse filho titânico rebelde e irado castrou-o. Depois libertou seus irmãos e irmãs e, com isso deu início à era dos Titãs.

Segundo Hesíodo, o movimento de saída da constelação Urano começa quando Gaia fica sobrecarregada com o fardo dos filhos, que lhes foram socados de volta ao ventre. O incômodo de Gaia, devido ao peso e à pressão dos filhos titânicos em seu útero, prenuncia o início de um plano que trama derrubar seu marido-filho Urano valendo-se de Cronos, o filho heróico.

O sangue de Urano jorrou sobre a terra gerando outros Deuses, como as Erínias (Fúrias), as Meliae (ninfas do espírito das árvores) e os Gigantes. Cheio de mágoa e em conseqüência da mutilação de que fora vítima, Urano morreu.

As representações de Cronos que se seguiram não são muito consistentes; de um lado, dizem que seu reino constituiu a Idade do Ouro da inocência e da pureza, e, por outro lado, ele é qualificado como um monstro, que devorava os próprios filhos. Em grego Cronos quer dizer o Tempo. Este Deus que devora os filhos é, diz Cícero, o Tempo, o Tempo que não sacia dos anos e que consome todos aqueles que passam.

Da união de Gaia e Urano nasceram também: Hipérion, Japeto, Réia ou Cibele, Temis, Febe, Tetis, Brontes, Steropes, Argeu, Coto, Briareu, Giges.

Dizia-se que o homem nascera da terra molhada aquecida pelos raios de Sol. Deste modo, a sua natureza participa e todos os elementos e quando morre, sua mãe venerável o recolhe e o guarda em seu seio.



No mito grego, não há nenhuma razão que explique o porque, Gaia e Urano, depois de terem criado tantas coisas bonitas, geraram os titãs, filhos violentos, de força horrorosa e terrível. No entanto, sua chegada significa o fim de uma antiga ordem.



A Terra, às vezes tomada pela Natureza, tinha vários nomes: Titéia, Ops, Vesta e mesmo Cibele.

Algumas vezes a Terra é representada pela figura de uma mulher sentada em um rochedo. As alegorias moderna descrevem-na sob traços de uma venerável matrona, sentada sobre um globo, coroada de torres, empunhando uma cornucópia cheia de frutos. Outras vezes aparece coroada de flores, tendo ao seu lado um boi que lavra a terra, o carneiro que se ceva e o mesmo leão que está aos pés de Cibele. Em um quadro de Lebrum, a Terra é personificada por uma mulher que faz jorrar o leite de seus seios, enquanto se desembaraça do seu manto, e do manto surge uma nuvem de pássaros que revoa nos ares.

Gaia foi também, a profetiza original do centro de advinhação da Grécia Antiga: o Oráculo do Delfos. O Oráculo, considerado o umbigo da Terra, situava-se onde a sabedoria da terra e da humanidade se encontravam.

Gaia é o ser primordial de onde todos os outros Deuses se originaram, mas sua adoração entrou em declínio e foi suplantada mais tarde por outros deuses. Na mitologia romana é conhecida como Tellus. Gaia é a energia da própria vida, Deusa pré-histórica da Mãe Terra, é símbolo da unidade de toda a vida na natureza. Seu poder é encontrado na água e na pedra, no túmulo e na caverna, nos animais terrestres e nos pássaros, nas serpentes e nos peixes, nas montanhas e nas árvores.

ARQUÉTIPO DA TERRA

Quando falamos do arquétipo da Terra, estamos também inevitavelmente nos referindo ao arquétipo do Céu, e à relação entre os dois. É só depois que separmos o que está aqui embaixo com o que está lá em cima, que entenderemos o simbolismo do que está acima que é leve, claro, masculino e ativo, e a Terra, que está abaixo e é pesada, escura, feminina e passiva.

A humanidade como um todo reunida em torno do arquétipo Terra está associada tanto à este mundo que é corpóreo, tangível, material e estático, quando ao seu simbolismo oposto do Céu que está ligado ao outro mundo, incorpóreo, intangível, espiritual e dinâmico. Para entendermos o arquétipo da Terra e da Deusa Mãe Terra, devemos entrar em contato com as contradições Céu e Terra, Espírito e Natureza.

A imagem patriarcal cristã da Terra, durante a Idade Média, era sem nenhuma ambigüidade, negativa, ao passo que o arquétipo positivo do Céu era dominante. A parte decaída inferior da alma pertencia ao mundo da Terra, enquanto que sua verdadeira essência que é o "espírito", se originava no lado celestial masculino de "Deus", ou do Mundo Superior. O lado terreno então, deveria ser sacrificado em nome do Céu, porque a Terra era feminina, pertencendo ao mundo dos instintos, representanda pela sexualidade, sedução e o pecado.

Esta autonegação do homem, desperta em nós não apenas espanto, mas horror, em virtude da natureza humana terrena, ser considerada repulsiva e má. Depreciação da Terra, hostilidade para com a Terra, que nos alimenta e protege, são expressão de uma consciência patriarcal fraca, que não reconhece outro modo de ajudar a si mesma a não ser fugir violentamente do domínio fascinante e avassalador do terreno.



Foi somente a partir da Renascença que a Terra libertou-se desta maldição, tornando-se Natureza e um mundo a ser descoberto que aparece com toda a sua riqueza de criatura viva, que já não estava em oposição com um Espírito Céu da divindade, mas na qual a essência divina se manifesta. O espírito que de agora em diante será buscado é espírito da Terra e da humanidade.

VALORIZAÇÃO DE GAIA

Como se respondesse a nossa atual crise de meio ambiente, o nome Gaia se escuta hoje em dia por todas as partes. Existe a "Hipótese de Gaia" do físico James Lovelock, que propõe que o planeta terra seja um sistema auto-regulado; a "consciência de Gai", que instiga para que a terra e suas criaturas sejam consideradas um todo e simplesmente e o termo "Gaia", que expressa reverência faz do planeta um ser vivo de que toda a vida depende. A esse fenômeno está associada a idéia que só uma personificação do planeta pode devolver-lhe uma identidade sagrada, de modo que seja possível estabelecer uma nova relação entre os seres humanos e o mundo natural.

Não é coincidência que m pleno século XXI regresse a mentalidade grega para formular essa experiência, posto que no Ocidente a última Deusa da Terra foi Gaia. É certo que na mitologia clássica a Deusa já tinha a mesma posição de Mãe Suprema de todo o ser vivo que tinha no período Neolítico, no entretanto, a terra seguiu sendo inclusive em filosofia, um ser vivo (zoon), segundo a terminologia platônica. Essa consciência perdeu-se nas referências judias e cristãs em essa perda se faz evidente no modo em que passamos a tratar a terra como se fosse matéria morta. Fica óbvio portanto, que Maria, a Deusa Mãe reconhecida pela igreja cristã, tenha adquirido todos os atributos das Deusas Mães, exceto o de Deusa da Terra.

No entanto, no século VII a. C., a realidade de uma só Deusa havia passado à história e a unidade original da terra e do céu se havia perdido na lenda dos inícios. Hesíodo que, como Homero, em torno de 700 a. C., evoca essa época tal como sua mãe se recordava. Sugere, talvez, como uma cultura de uma Deusa que ficou na lembrança através das histórias transmitidas de geração para geração, no colo das mães:

"Não de mim, sim de minha mãe, procede o conto de como a terra e o céu foram uma vez uma só forma".

RECONHECENDO A DEUSA

As imagens mitológicas da Grande Mãe, Criadora do Universo, são numerosas, como numerosos são estágios da revelação do ser dela, mas a forma mais difundida e conhecida de sua manifestação, a forma que define sua essência é a de Terra Mãe.

Reverenciar os princípios femininos e a consciência da Deusa Gaia, nos ajuda a nos colocar em contato com a beleza e a magia da natureza e todas as suas criaturas.

Reconhecer esta Deusa da Natureza, como nossa Mãe Terra amorosa, ajuda a expandir nosso respeito ao meio ambiente e nossa busca do equilíbrio entre as energias masculinas e femininas, para que, em lugar de competir, trabalhemos juntos, para o bem individual e coletivo.

A maioria das mulheres, já lançam mão da sabedoria da Deusa, para ocupar seu espaço na terra e no presente milênio.

Vamos deixar que a Deusa renasça, se expresse em nossas intenções, vontades e desejos, para que possamos extrair de nosso corpo os movimentos sagrados de sua dança e deixar que embale nossos sonhos.

NUTRI TEU AMOR PELA TERRA

Reverenciar Gaia não requer nenhuma fé, a simples consciência das manifestações da natureza que ocorrem a nossa volta, já é o bastante para absorvermos sua energia. Nos conectarmos com Gaia é mais simples ainda:

Caminhe descalços na terra, areia ou grama, a sensação é deliciosa;

Em uma praça ou jardim, feche os olhos e tente identificar o cheiro das flores;

Coma seu alimento de cada dia consciente que tudo é presente de nossa Mãe Terra;

Abrace um bebê e admire conscientemente o milagre da vida;

Sente-se na grama e observe as formigas trabalhadeiras em seu diário trabalho de sobrevivência;

Coloque os pés descalços na terra e brinque de árvore, enraizando-se e sugando a seiva da Terra;

Você mesma pode inventar seu ritual, desde que esteja em contato com a Natureza, tudo é válido.

RITUAL PARA MANTER JURAMENTOS

Você pode se utilizar desse ritual para fortalecer a resolução de manter uma promessa. Pode estar também, fazendo um juramento para si mesmo, como pode pedir para que outra pessoa cumpra algo que tenha lhe prometido. Gaia ainda, rege os matrimônios, assim que esse é um excelente ritual para efetivar votos matrimoniais.

Você necessitará de um vaso de barro, terra e tomilho (Thymus vulgaris) para realizar esse ritual.

Tome um punhado de terra fresca e limpa e coloque no oco do vaso de barro, que deverá ser em seguida disposto em cima de uma mesa com uma vela preta em cada lado. O negro significa a solenidade do ritual.

Para prestar seu juramento, ponha uma das mãos no oco do vaso sobre a terra e diga:

"Juro por Gaia e pela terra em que caminho que....." e especifique a sua promessa. Se está fazendo um juramento conjunto com outra pessoa, ambos devem por as mãos no oco do vaso ao mesmo tempo. Espalhe a terra em seu pátio, ou deixe-a dentro do vaso para plantar o tomilho. O tomilho significa recordação, para que nunca esqueça sua promessa.
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TEXTO : pesquisado e desenvolvido por Rosane Volpatto

sábado, 22 de novembro de 2008

PREPARANDO 25 DE DEZEMBRO...

" LUGARES COMUNS (PENSO, LOGO ENCHO) "


" Algumas coisas vêm inquietando minha mente. E quando pensei em organizá-las para escrever, percebi que eram uma infinidade de coisas comuns, sem grande valor. Mas a vida é feita de lugares-comuns, pessoas e momentos comuns em sua quase totalidade. E o que me inquieta é ver todo mundo buscando aquilo que nem sabe o que é. Pessoas mostram orgulhosas o carro onde passam dezenas de horas toda a semana. Trancadas com os filhos indo e vindo. Como ratinhos que esqueceram que entraram no labirinto só pra buscar um pedaço de comida e SAIR. Esqueceram que existe um "lá fora". Uma vida para ser vivida mesmo que só de lugares-comuns.
Todas as pessoas começaram a parecer movidas pela culpa. E sempre fugindo daquilo que mais amam. Não se permitem fartar dos doces da alegria. Das brincadeiras e convívio com os filhos. Agem como se estivessem num jogo cujo inimigo é invisível. É uma neurose coletiva. Todos correm. Não sabem para onde nem o porquê!
Se perguntarmos a 100% dos pais e mães o que lhes é mais importante, dirão que são seus filhos. No entanto, uma grande parcela vive para fugir dos próprios filhos. Vive pra ganhar dinheiro. Para pagar babás. Para pagar aulas extras. Escolas integrais. E tudo o mais que os faça ficar bem distante da culpa e também das... crianças. Pais e mães que se sentem culpados em "jogar tempo fora" com os filhos. Porque assim serão menos ocupados e importantes que os demais. Muitos filhos têm me dito: "minha mãe NAO TEM TEMPO...tempo de descer comigo na escola, de me trazer, de vir a reuniao, de brincar." Esses filhos até me isso dizem com certo orgulho nos lábios...pois já estao se dirigindo para a porta do mesmo labirinto que os pais.
O grande desafio da vida e do seu jogo é decifrar esse enigma. Consumir menos. Viver mais. Ter mais tempo para viver o que mais ama. Amar o seu corpo. Não porque ele é belo. Mas porque é fonte de prazer. Amar seus filhos. Não porque são os mais perfeitos. Mas porque são os que mais amam e valorizam a tua presença acima de tudo. Amar a sua casa, aquela que voces tanto sonharam .... os presentes, as quinquilharias das quais agora voces fogem, pagam alguém para não precisar confrontar-se com aquilo que adquiriram. Brincar. Observar os filhos. Aproveitar o seu corpo ainda que imperfeito. Gostar da sua vida. Da sua casa. Da vida que você tanto corre para conquistar!
Saia do labirinto. Não se contente com as migalhas que te oferecem...não esqueça que por trás das paredes do carro, do escritório, da fábrica, da loja, do consultório existe uma vida comum inteira para ser saboreada sem pressa. A vida não é uma competição de quem sofre mais. Permita-se fartar de vida, vida comum, refletindo sobre o que faz com o tempo que lhe é dado. Há saída ! Basta que você queira encontrá-la ! "
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AUTORA : Cristina Pizarro Bonanni (Fisioterapeuta em Itajubá, sul de MG)

QUE LIÇÃO DE VIDA !!!


Observação :
Esta carta foi enviada ao diretor de uma escola primária que havia oferecido um almoço em homenagem às pessoas idosas da comunidade.
Durante o almoço, uma das senhoras convidadas, de idade avançada, ganhou um rádio, num sorteio realizado com os cupons que foram entregues na porta. Ela escreveu uma carta emocionada em agradecimento aos promotores do evento. Este relato é uma homenagem a toda a humanidade, e serve para refletirmos sobre as relações humanas.
Vejam que LIÇÃO DE VIDA!
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"Caros alunos e membros da direção, Deus abençoe vocês pelo lindo rádio que ganhei durante o almoço em homenagem aos idosos! Eu tenho 84 anos e moro em um lar de velhinhos carentes. Toda a minha família já faleceu, eu não tenho mais parente. Por isso, foi muito reconfortante saber que existem pessoas que ainda levam em consideração o meu bem estar e paz de espírito.
Aqui no nosso Lar, divido o quarto com uma companheira mais idosa do que eu - ela tem 95 anos de idade - que não pode comparecer ao almoço, por estar muito deprimida. Durante todos estes anos em que convivemos ela teve um radinho como o meu, que lhe fazia companhia constante. Ela nunca permitiu que eu ouvisse o rádio dela, mesmo quando estava dormindo ou ausente. Há algum tempo, no entanto, o rádio dela caiu do criado mudo e se espatifou no chão. Foi muito triste para ela, que chorou muito. Então eu ganhei este rádio e no dia seguinte ao almoço ela pediu-me para ouvi-lo, e eu disse:
- Nem fudendo, sua velha filha da puta!!!
Obrigada por me proporcionarem essa inesquecível oportunidade! "

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

RELIGIÃO NÃO SE DISCUTE !


Num banquete, botaram um padre católico sentado ao lado de um rabino judeu.
O padre, querendo gozar o rabino, enche o prato com pedaços de um suculento leitão e depois oferece para o 'colega'.
O rabino recusa, dizendo:
Muito obrigado, mas...não sabe que a minha religião não permite a carne de porco?
Noooossa! Que religião esquisita! Comer leitão é uma delícia!
Comenta o padre com ironia.
Na hora da despedida, o rabino chega e diz para o padre:
Mande minhas recomendações a sua mulher!
E o padre, horrorizado:
Minha mulher? Não sabe que a minha religião não permite casamento de sacerdotes?
Noooossa! Que religião esquisita! Comer mulher é uma delícia!!!....
Mas se você prefere leitão....!!!

CACHORRO DE GAÚCHO

"LEVE" CONFUSÃO...


Um cara meio fracote pega o elevador. Junto com ele entra um negão IMENSO. O cara fica meio assustado com o tamanho do negão e olha de cima a baixo.

O negão percebe e fala: - 2 metros de altura, 180 kg, 30 cm de pau e o saco pesa 3 kg. FELIPE COSTA, seu criado!


O cara fracote cai duro e desmaia... O negão então dá uns tapas na cara do coitado, acorda- o e lhe pergunta:

- O que houve cara, por que você desmaiou??

O cara fracote ainda meio desacordado responde: - Desculpe, o que foi mesmo que você disse?
O negão responde:
- Eu disse: 2 metros de altura, 180 kg, 30 cm de pau e o saco pesa 3kg. FELIPE COSTA, seu criado.
O fracote aliviado diz:
- Ah! Graças a Deus... Eu tinha entendido: FIQUE DE COSTA, seu viado!!!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

ESPOSA PREVENIDA...


Ao ver o marido vestindo o paletó, a esposa perguntou
- Aonde você vai?
Vou ao médico - respondeu ele.
E ela:
- Por que ?! Você está doente?
- Não. Vou ver se ele me receita esse tal de Viagra.
A esposa levantou-se da cadeira de balanço
Começou a vestir o casaco.
Ele perguntou:
- E você? Onde você vai?
Ao médico também - respondeu ela.
- Por que ?
- Quero pedir para tomar antitetânica.
- Mas... Por que?
- Vai que essa coisa velha e enferrujada volte a funcionar...

DEFINIÇÃO DO GOVERNO BRASILEIRO


O governo Lula é igual à camisinha:

A camisinha permite inflação, impede produção, destrói a próxima geração, protege um bando de porras e ainda transmite um sentimento de segurança... Enquanto, na verdade, alguém está sendo fodido!!!

EM CASO DE SEPARAÇÃO...NÃO DÊ PALPITE !!!


Foto : VÊNUS - Museu Arqueológico Nacional de Atenas (Vênus era considerada esposa de Vulcano, o deus manco, mas mantinha uma relação adúltera com Marte)
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Dois amigos conversando, quando ...
Depois da segunda, terceira, quarta taças de vinho, Carlos declarou:

-Sabe Roberto, me separei. Pô, meu. Tô meio deprimido, mas agora vou organizar minha vida de forma diferente.

- Bom , Carlos, então agora vou te falar. Tua mulher andava dando pra todo
mundo. Deu pra quase todo nosso time de futebol e os caras que comeram ela
disseram que é mais devassa que a imperatriz Teodósia de Bizâncio, aquela
que gostava de ser comida por três escravos núbios ao mesmo tempo.

- Peraí Beto, me separei do meu sócio!!! e não da minha esposa Martinha...

GRANDE BINATO !!!


NA FOTO : Luiz Gonzaga Binato de Almeida, meu colega de magistério universitário e meu amigo pessoal, uma das figuras que mais prezo em Santa Maria,por várias razões. Mas principalmente por seu notável valor intelectual/artístico/profissional e pela humildade pessoal, muito diferente de outras figuras esnobes e metidas a besta que não servem para lhe lavar os pés. Parabéns, amigo Binato ! (foto: arquivo do "Diário de Santa Maria")
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"Poucos minutos em companhia de Luiz Gonzaga Binato de Almeida bastam para concluir: ele é um erudito. O arquiteto, nascido em Carazinho, demonstra prazer em falar das coisas que viu, ouviu e leu em 60 anos de vida. O gosto em dividir o que sabe vem de seu amor pelo saber, e pela crença de que ele deva ser democraticamente distribuído a todos para que o país avance.

- O Brasil, como nação, só despertará quando houver uma educação e uma cultura massiva, generalizada. Até por isso escolhi ser professor, apesar de ser uma carreira difícil e não prioritária - afirma ele, que ensinou História da Arte e da Arquitetura na Unisinos e na UFSM, e hoje dá aulas na Ulbra Santa Maria.

Essa filosofia deve ter influído na escolha de Almeida como novo imortal da Academia Santa-Mariense de Letras (ASL). O acadêmico tomará posse hoje, às 20h, em uma solenidade a ser realizada no Itaimbé Palace Hotel, e ocupará a cadeira número 17, cujo patrono é o escritor e jornalista Roque Callage.

- Ele se dedicou à literatura regional, inspirada nos temas do Rio Grande. Usava o linguajar gaúcho, mas lhe dava uma roupagem erudita, de "salão". Essa linguagem é tão tradicional, que chega a ser um patrimônio cultural. Precisamos conhecer e preservar esse linguajar. Precisamos conhecer Roque Callage - diz Almeida, prometendo divulgar o trabalho do escritor, que também é patrono da cadeira 35 da Academia Riograndense de Letras.

O gosto pelo patrimônio cultural e histórico tem raízes em sua infância, passada em Porto Alegre. Aos 9 anos, começou a aprender piano, tomando conhecimento dos clássicos e sua história. Mais tarde, freqüentaria o curso de Música - Piano, além da escola de Arquitetura da UFRGS, que fermentariam seu interesse intelectual das obras que desafiam o tempo. Em 1976, recebeu o convite para lecionar Urbanismo no curso de Engenharia da UFSM e por aqui ficou.

- Vim por questões profissionais e amei a cidade. Minha intenção é servir - diz.

Novato na arte de escrever - E ele serviu: além de lecionar, assinou o projeto arquitetônico do Calçadão original, de 1979, e do Memorial Mallet (1995). Há 10 anos, passou a atuar como produtor artístico do Projeto Cultural Escala Treze e da Orquestra Sinfônica de Santa Maria. Como se não bastasse, decidiu se aventurar pelo mundo das letras. Ele é co-autor de L. F de Assis Brasil - Interpretações, com Arthemiza Weinnann Rocha e José Newton Cardoso Marchiori. E, em março deste ano, lançou Retratos e Memórias - livro que conta um pouco da história da cidade, tendo como pano de fundo a criação das lojas Eny. A obra foi inspirada no processo de restauração da fachada do Cine Imperial, onde hoje funciona a loja Eny Infanto-juvenil.

- A literatura é uma coisa recente para mim. Foi surpreendente conseguir uma vaga para a academia. Por isso, com muita humildade, declaro que serei um aprendiz de literatura. Tenho a consciência de que essa é uma arte para a qual não tive preparação formal, mas, de qualquer maneira, a partir de agora, tenho o compromisso de escrever um pouco melhor - promete o novo imortal."
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FONTE : Jornal "Diário de Santa Maria" (reportagem de Tatiana Py Dutra, edição de 20/11/2008) )

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

GRAVIDEZ CELESTIAL...


Uma solteirona descobre que uma amiga ficou grávida apenas com uma oração que fez na igreja de uma aldeia próxima.

Dias depois, a solteirona foi a essa igreja e disse ao padre:

- Bom dia, padre.
- Bom dia, minha filha. Em que posso ajudá-la?
- Sabe, padre, eu soube que uma amiga minha veio aqui há umas semanas atrás e ficou grávida só com uma Ave-Maria. É verdade, padre?
- Não, minha filha, não foi com uma Ave-Maria... foi com um padre nosso... mas ele já foi transferido!

OS GAÚCHOS CHEGARAM !


Foto : Marcelo Carneiro da Cunha,gaúcho nascido em P. Alegre
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"Nós costumamos chegar com a sutileza de uma frente fria e a voracidade de uma nuvem de gafanhotos em jejum. A disposição para negociar com os nativos é mais ou menos similar à dos alienígenas do Independence Day . Desde o oeste de Santa Catarina até os arrozais de Roraima, do litoral do Uruguai ao cerrado do Mato Grosso lá estamos nós, com o chimarrão e térmica em punho, mostrando a que viemos. E agora, meus prezados paulistanos, até aqui, terra da ex-garoa e do trânsito sem solução, nós chegamos.


Na verdade, já estávamos por aqui há tempos. Vocês consumiam nossos rodízios de carnes nem se davam conta de que este movimento era apenas a vanguarda. Os talheres já eram Tramontina ou Hércules há horas, as suas meninas vinham usando Melissas, suas construções usavam aços Gerdau, vocês voavam a mil pelo Brasil nos aviões da nossa Varig e nem percebiam que tudo isso fazia parte de um plano. Há alguns anos compram na Lojas Renner achando que aquilo tudo ali à disposição era uma forma de varejo bem sucedido. Abasteciam seus carros nos postos Ipiranga, achavam que Tio João era apenas uma marca de arroz; o bumba era quase sempre Marcopolo, mas tudo não passaria de uma estranha coincidência?


Na verdade, os gaúchos estavam apenas aguardando o momento certo para mostrar que chegaram e prontos para impor seu estilo de vida.


Comecem a se acostumar com quatro estações por ano, porque essa é uma necessidade básica de um povo que tenha apenas um assunto para utilizar nos táxis. Que passarão a ser Mille e dirigidos por um sujeito invariavelmente mal-barbeado e que sempre vota no Brizola. Seus filhos vão ter mais um item no currículo escolar, que é História do Rio Grande, e vão chegar em casa tendo aprendido a música e letra do Hino da Gloriosa Revolução Farroupilha.


O dia 20 de setembro passa a ser data nacional aqui também e suas mulheres vão ter que treinar para disputar o valiosíssimo troféu de A Mais Prendada Prenda. Vocês terão que aprender a usar expressões suaves como 'mais grosso que dedo destroncado' e 'frio de renguear cusco'. Aprendam o que é um cusco. Aproveitem logo para aprender o que quer dizer 'renguear' porque o frio logo, logo vem aí. Ao receberem um bom dinheiro de forma inesperada aprendam a berrar 'Hoje não tem china triste!'.


Desde já ninguém mais pode se referir ao Rio Grande como 'Sul', uma vez que aqui e todos os demais lugares onde estivermos passam a ser o centro do mundo. Sul agora deve ser algum lugar pro lado da Patagônia. Norte é tudo que fique acima da Via Dutra e Oeste fica para os lados da plantação de soja mais próxima. Leste fica pras bandas do mar, e se existe uma coisa que não nos interessa é água salgada e fria. Dizem que existem outras formas de mar, mas certamente isso é algo que nunca vimos.
O que eu estou afirmando é a pura e simples verdade. Completamos o círculo e nos sentimos fortes o bastante para afirmar a nossa presença aqui em São Paulo com a mesma sem-cerimônia com que ocupamos os planaltos da Bahia. Se havia alguma dúvida, basta irem até o nosso novo templo, objeto de reverência e peregrinação daqui pra frente. O Bourbon Shopping Pompéia, onde reluz, em toda a sua gauchidade, o supermercado Zaffari.


Se alguém tem dúvidas se a invasão é um fato, visitem o Zaffari. Sejam como os sapos que saltam da panela em aquecimento, e não aqueles que nada percebem até que seja tarde demais. Olhem a seção de frutas. Está no cartaz: 'Bergamotas'. Abaixo, em letras pequeninas e numa concessão aos povos ainda não reeducados, 'tangerina', ou 'mexerica', ou algo assim, em português. Na padaria, vão ver que sobre os pãezinhos está escrito o novo nome que todos passarão a usar: cacetinho. Isso mesmo. E nossas churrasqueiras na varanda do apartamento, que agora passam a ser parte obrigatória de cada residência, ou nada de 'Habite-se.


Testem o que eu digo. Vão até a confeitaria e perguntem se tem 'cueca- virada'. Vai ter. Vão encontrar Pastelina, o melhor salgadinho com gosto questionável do planeta. Nata Piá e Erva Barão. Cerveja Polar, aquela que não poderia ser vendida acima do rio Pelotas. Agora pode.


Sacudimos as sutilezas e colocamos as garras de fora. Estaremos aqui como estamos em todos os lugares. Sem fazer uma idéia muito completa do que acontece ao nosso redor, e simplesmente desinteressados do que quer que seja para saber se onde estamos faz, afinal, alguma diferença nas nossas vidas."
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AUTOR : Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem 'O Branco', premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos 'Simples' e o romance 'O Nosso Juiz', pela editora Record. Acaba de escrever o romance 'Depois do Sexo', que será publicado em setembro pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances 'Insônia' e 'Antes que o Mundo Acabe'.

CURIOSIDADES SOBRE CIDADES BRASILEIRAS


Revista VEJA - edição 2070,23 de julho de 2008
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O Brasil tem 5 564 municípios. Alguns possuem indicadores sociais de países ricos. Outros adotaram experiências dignas de ser reproduzidas. Muitos batem recordes mundiais e nacionais na agricultura e na indústria. Alguns são famosos por suas peculiaridades. A revista VEJA selecionou quarenta dessas cidades. Veja a seguir.
O maior índice de área verde
Com 0,8 árvore e 94 metros quadrados de matas por habitante, Goiânia é a cidade com a área urbana mais verde do país. A campeã mundial, Edmonton, no Canadá, tem só um pouco mais: 100 metros quadrados por habitante.
O maior IDH
Há dez anos São Caetano do Sul, no ABC paulista, ostenta a maior nota nacional no Índice de Desenvolvimento Humano, que mede a qualidade de vida com base em três indicadores (renda per capita, alfabetização e expectativa de vida). Se fosse um país, a cidade estaria mais bem posicionada no ranking mundial que Portugal.
A mais segura
Os índices de criminalidade de Maringá, no noroeste paranaense, são comparáveis aos de Amsterdã, a capital da Holanda. Sua taxa de homicídios é de 7,9 para cada 100 000 pessoas. No resto do país, alcança 35,5. A cidade venceu o crime ao criar um canal permanente de comunicação entre a polícia e a sociedade, que, hoje, paga diretamente algumas das despesas da corporação.
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Tecnologia
A maior cobertura wireless
Três cidades brasileiras têm cobertura 100% wireless: a amazonense Parintins, a fluminense Piraí e a paulista Sud Mennucci. Embora esteja no meio da floresta, Parintins oferece o benefício a mais de 100 000 pessoas. Piraí tem apenas 24 000 moradores. Sud Mennucci não alcança sequer 8 000 habitantes.
A cidade mais informatizada
Fica na capital federal o maior porcentual de domicílios com acesso a aparelhos de tecnologia de informação e comunicação. Em Brasília, as proporções de lares com desktops, de pessoas com notebooks e de donos de celulares são superiores às de São Paulo.
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Sustentabilidade
A maior produtora de energia eólica
A cidade gaúcha de Osório é assolada por ventos abundantes. Transformou o que seria um problema em solução. Seus 75 cata-ventos formam o maior parque eólico da América Latina, fornecem energia a seus 40 000 habitantes e a mais 650 000 em Porto Alegre.
A que mais recicla
O Brasil é o país que mais recicla alumínio no mundo: mais de 1 milhão de latinhas por hora. Destas, 70% são recicladas em Pindamonhangaba, no leste paulista, que sedia a maior empresa de reciclagem do planeta, a Novelis.
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Economia
A maior fabricante de lingerie
Nova Friburgo, no estado do Rio, é a sede de 900 confecções de roupa íntima. Juntas, elas colocam por ano no mercado 125 milhões de peças de lingerie, um quarto do total nacional.
O maior exportador de peixes
Nos rios da Floresta Amazônica, vivem 2 000 espécies de peixes ornamentais. O município amazonense de Barcelos é o que mais explora esse patrimônio. Dez por cento da população local está envolvida na captura e exportação anual de 20 milhões de peixes. A atividade é responsável por mais da metade da renda da cidade.
A maior produtora de café
Há trinta anos, plantou-se o primeiro pé de café em Patrocínio, no Triângulo Mineiro. Hoje, a cidade colhe 42 000 toneladas do grão, o suficiente para servir 34 xícaras da bebida para cada brasileiro. Um detalhe: são plantados lá alguns dos melhores cafés do país.
A maior exportadora de sapatos
Nos anos 90, as indústrias de sapato gaúchas migraram para o Ceará, que passou a fabricar 37% dos sapatos exportados pelo país. Sobral responde por 45% da produção cearense.
A maior produtora mundial de suco de laranja
Itápolis, na região central do estado de São Paulo, produz 710 000 toneladas de laranja por ano. A fruta é espremida, transformada em suco e exportada pela empresa Cutrale, que domina o mercado mundial do produto.
A maior fabricante mundial de etiquetas
Com uma produção local de 200 toneladas mensais, Blumenau, em Santa Catarina, é a líder mundial na produção de etiquetas. O volume produzido no município é suficiente para 'etiquetar' meio bilhão de peças por mês. O segmento fatura cerca de 500 milhões de reais por ano.
A maior fabricante mundial de lápis
No país que mais fabrica lápis, São Carlos, na região central do estado de São Paulo, se destaca: a cidade é responsável por 40% da produção nacional, com 1,8 bilhão de unidades por ano. Desse total, 50% são exportados para mais de setenta países e o restante abastece o mercado local.
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Educação e cultura
A mais alfabetizada
Menos de 1% da população com mais de 15 anos de São João do Oeste, no oeste catarinense, é analfabeta. A taxa é semelhante à do Japão. A erradicação do analfabetismo se deve ao empenho de padres de origem alemã, que construíram uma igreja e uma escola na cidade logo que a região foi povoada, nos anos 30.
A maior freqüência escolar
Desde 2006 não há evasão escolar em Orindiúva, no noroeste paulista. A conquista, semelhante à da Finlândia, garantiu ao município o primeiro lugar no ranking de responsabilidade fiscal e social elaborado pela Confederação Nacional dos Municípios.
A cidade das artes plásticas
Olinda, na região metropolitana do Recife, tem a maior proporção de artistas por metro quadrado do Brasil. Lá, moram mais artistas do que médicos, por exemplo. Somente o sítio histórico concentra 203 artistas e 120 ateliês em 1 200 metros quadrados.
Onde mais se lê
Os habitantes da gaúcha Passo Fundo lêem, em média, 6,5 livros por ano – um índice próximo ao francês e mais de três vezes superior ao brasileiro. Para alardear o feito, a prefeitura inaugurou em março um monumento de metal de 13 metros de altura chamado Árvore das Letras.
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Demografia
A única totalmente branca
Todos os 1 583 habitantes de Montauri, contados em 2007 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, são caucasianos. Situada no norte do Rio Grande do Sul, a cidade foi fundada em 1904 por italianos. Seus descendentes vivem da criação de porcos e frangos.
A maior proporção de negros
Riacho Frio, no sul do Piauí, é o município brasileiro com o maior porcentual de negros do Brasil: 62% da população. Outros 18% são pardos. Em sua maioria, são descendentes de angolanos e congoleses. Presume-se que a concentração se deve à sua proximidade com antigos quilombos.
O maior número de índios urbanos
A população que se declara indígena em Manaus já seria suficiente para converter a cidade na quinta maior reserva do país. Se os que não se declaram assim também fossem contados, é possível que a cidade assumisse o primeiro lugar.
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Religião
A mais evangélica
Oitenta por cento dos 3 600 habitantes de Quinze de Novembro, no centro do Rio Grande do Sul, se denominam protestantes. Eles mantiveram a religião de seus antepassados, luteranos alemães que fundaram a cidade no início do século XX.
A mais incrédula
Sessenta por cento dos habitantes de Nova Ibiá, na zona cacaueira da Bahia, declaram não ter religião. Ganha de longe da segunda colocada, a paraibana Pitimbu, onde 42% dos moradores não seguem nenhum credo.
A mais muçulmana
Apenas 3% dos 5 200 habitantes de Chuí, na fronteira com o Uruguai, se declaram mulçumanos. É o suficiente para que ela seja considerada a cidade com a maior proporção de seguidores dessa religião no país. Em sua maioria, são palestinos que imigraram nos anos 60, se aculturaram e flexibilizaram seus costumes.
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Saúde
A maior proporção de idosos
Nada menos que 9% da população de São Paulo é constituída por pessoas com mais de 60 anos. Ao todo, são 970 000 cidadãos. A maioria deles mora em bairros de alta renda, como Higienópolis e Jardim Paulista.
A maior proporção de médicos
O Brasil precisaria ter um médico para cada 1 000 habitantes. Tem um para cada 600 – ou seja, está acima do recomendado pela ONU. Em Niterói, no Grande Rio, essa relação chega a ser de um médico para cada 94 pessoas.
A menor mortalidade infantil
Janaúba está situada em uma das regiões mais pobres de Minas Gerais, mas registra apenas 4,1 óbitos por cada 1 000 nascidos. A média nacional é de 25 óbitos por 1 000 nascidos. Janaúba alcançou o índice, melhor que o americano e equivalente ao suíço, nesta década, graças a um programa que deu atenção especial às gestantes e às crianças em situação de risco. Há apenas oito anos, a mortalidade infantil atingia 31 em cada 1 000 nascidos no município.
O melhor sistema de saúde
Santa Cruz do Sul é mais conhecida como a capital do fumo. No nordeste gaúcho, a cidade abriga o maior complexo beneficiador de fumo da América Latina. Mas gasta 30% do seu orçamento com saúde. A cobertura do sistema público alcança 90% da população, muito acima do padrão de 25% recomendado pela Organização Mundial de Saúde.
A maior concentração de psicólogos
Assis, no sudoeste paulista, tem um psicólogo para cada 48 habitantes, segundo o Conselho Federal de Psicologia. É três vezes mais que Buenos Aires. E isso já diz tudo.
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Estilo de vida
A maior proporção de vegetarianos
Um em cada 7 000 habitantes de Florianópolis é vegetariano. A cidade também é, proporcionalmente, a mais amistosa para os adeptos dessa dieta. Uma associação vegetariana recomenda nada menos que 43 restaurantes para a turma que evita carne.
A maior população de bichos-grilos
A aldeia de Arembepe, em Camaçari, litoral da Bahia, tem a maior concentração de hippies do país: setenta adultos e crianças, que sobrevivem da venda de artesanato.
A capital do divórcio
A cidade que registra a maior proporção de divórcios no país é Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Essa constatação corrobora uma tendência estranha: os brasileiros que moram nos estados do litoral se separam menos do que os que vivem no interior. Ninguém sabe por quê.
A maior proporção de bares
Belo Horizonte reivindica há anos o título de capital nacional dos barzinhos. Com 10 000 estabelecimentos desse tipo (um para cada 240 habitantes), diz ser a cidade com o maior número de botecos per capita.
A maior proporção de bicicletas
Só há duas maneiras de se locomover em Afuá, no Pará: a pé ou de bicicleta. A cidade, que se intitula a Veneza marajoara, foi construída sobre palafitas e seus habitantes usam pontes de madeira, que suportam pouco peso para se deslocar. Por causa dessas características, Afuá criou o bicitáxi, um riquixá movido a pedaladas.
A capital das piscinas
São José do Rio Preto bate de longe Brasília na proporção de piscinas por habitantes. A cidade paulista tem uma para cada 565 cidadãos. A capital federal, que alardeava injustamente ser a recordista em piscinas, vem muito atrás: uma para cada 2 790 habitantes.
O maior número de motos
Até 2007, a amazonense Tabatinga não tinha postos de gasolina. Ainda assim, a cidade de 45 000 habitantes matinha uma frota de 25 000 motos. Os veículos eram abastecidos com gasolina vendida dentro de garrafas plásticas de refrigerante.
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Turismo
O centro da culinária caprina
Desde os anos 80 a pernambucana Petrolina, no Vale do São Francisco, alardeia ter o maior complexo gastronômico de carne de bode do mundo, o Bodódromo. Em seus dez restaurantes e 22 quiosques, pode-se degustar iguarias como a pizza e o sushi de bode, além, é claro, da clássica buchada.
O principal destino do turismo de lazer
São Paulo é a cidade que mais recebe estrangeiros, mas quem passa por lá só quer saber de trabalho. O Rio de Janeiro é o destino de 30% dos estrangeiros que buscam diversão no Brasil.
A maior corrida de jegues
Em Panelas, no agreste pernambucano, disputa-se a maior corrida de jumentos do mundo. A competição encerra o Festival Nacional de Jericos, realizado em maio há 36 anos. A já lendária jumenta Motoquinha se sagrou tetracampeã. A última edição foi disputada por noventa animais.
A maior receptora de cruzeiros marítimos
Em 1995, Búzios, no Rio, recebeu o primeiro transatlântico de turismo que aportou no país. Desde então, já acolheu 104 escalas. Os 200 000 turistas de cruzeiros que o município recebe injetam 50 milhões de dólares na economia local em uma única temporada.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

MEUS SUPER-HERÓIS NA TERCEIRA IDADE...


Que decepção ver meus super-heróis da adolescência assim ! E como não tinham plano de saúde particular foram se tratar pelo SUS...

sábado, 15 de novembro de 2008

O TRANSPLANTE


"Melancolia" - quadro de Edvard Munch, 1891
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'Um cara sofre um terrível acidente de carro e seu
pênis é dilacerado e arrancado fora. Inaproveitável!
Seu médico assegura-lhe que a medicina moderna
poderá trazer o seu 'pinto' de volta, através de
um transplante, mas o plano de saúde não cobrirá a
cirurgia, pois a prótese é considerada estética.
O médico acrescenta que os preços da cirurgia são
os seguintes:
- R$ 5.000,00 - tamanho pequeno;
- R$ 9.000 ,00 - tamanho médio;
- R$ 15.000 ,00 - tamanho grande.
O homem imediatamente aceita o transplante, ficando,
todavia, em dúvida somente quanto ao tamanho a ser
escolhido, pequeno, médio ou grande.
O médico, então, o aconselha a conversar com a
parte mais interessada, a esposa, antes de decidir.
O médico sai da sala para deixá-lo à vontade. O
homem telefona para a esposa e explica toda a situação.
Voltando à sala, o médico encontra o homem
profundamente deprimido e pergunta:
- E então, o que você e sua esposa resolveram?
O cara responde:
- Ela prefere reformar a cozinha......'

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

LEIE CONTAMINADO : PROTEJA-SE !


A contaminação dos leites de saquinho por água oxigenada e soda caústica tem sido notícia. Eis um teste eficiente e rápido para certificar-se de que está tudo certo com o leite.
Leite contaminado - Teste Caseiro
Importante, faça este teste e proteja sua família.

Para ver se o leite tem água oxigenada ou soda cáustica na composição:

- Beba 1 copo de leite à noite antes de dormir

- Durante a noite, se tiver vontade de peidar, peide à vontade.

- Pela manhã, pegue um espelho e focalize sua bunda.

- Se os pêlos estiverem loiros, você tomou leite com água oxigenada.

- Se não tiver pêlo nenhum, foi com soda cáustica.

POR QUE AS MULHERES ENLOUQUECEM OS HOMENS...


Mulher
- Onde você vai?
Homem
- Vou sair um pouco.
Mulher
- Vai de carro?
Homem
- Sim.
Mulher
- Tem gasolina?
Homem
- Sim.... coloquei.
Mulher
- Vai demorar?
Homem
- Não... coisa de uma hora.
Mulher
- Vai a algum lugar específico?
Homem
- Não... só rodar por aí.
Mulher
- Não prefere ir a pé?
Homem
- Não... vou de carro.
Mulher
- Traz um sorvete pra mim!
Homem
- Trago... que sabor?
Mulher
- Manga.
Homem
- Ok... na volta eu passo e compro.
Mulher
- Na volta?
Homem
- Sim... senão derrete.
Mulher
- Passa lá, compra e deixa aqui..
Homem
- Não... melhor não! Na volta... é rápido!
Mulher
- Ahhhhh!
Homem
- Quando eu voltar eu tomo com você!
Mulher
- Mas você não gosta de manga!
Homem
- Eu compro outro.. de outro sabor.
Mulher
- Aí fica caro... traz de cupuaçu!
Homem
- Eu não gosto também.
Mulher
- Traz de chocolate... nós dois gostamos.
Homem
- Ok! Beijo... volto logo....
Mulher
- Ei!
Homem
- O que?
Mulher
- Chocolate não... Flocos...
Homem
- Não gosto de flocos!
Mulher
- Então traz de manga prá mim e o que quiser prá você.
Homem
- Foi o que sugeri desde o começo!
Mulher
- Você está sendo irônico?
Homem
- Não tô não! Vou indo.
Mulher
- Vem aqui me dar um beijo de despedida!
Homem
- Querida! Eu volto logo... depois.
Mulher
- Depois não... quero agora!
Homem
- Tá bom! (Beijo.)
Mulher
- Vai com o seu ou com o meu carro?
Homem
- Com o meu.
Mulher
- Vai com o meu... tem cd player... o seu não!
Homem
- Não vou ouvir música... vou espairecer...
Mulher
- Tá precisando?
Homem
- Não sei... vou ver quando sair!
Mulher
- Demora não!
Homem
- É rápido... (Abre a porta de casa.)
Mulher
- Ei!
Homem
- Que foi agora?
Mulher
- Nossa!!! Que grosso! Vai embora!
Homem
- Calma... estou tentando sair e não consigo!
Mulher
- Porque quer ir sozinho? Vai encontrar alguém?
Homem
- O que quer dizer?
Mulher
- Nada...nada não!
Homem
- Vem cá... acha que estou te traindo?
Mulher
- Não...claro que não... mas sabe como é?
Homem
- Como é o quê?
Mulher
- Homens!
Homem
- Generalizando ou falando de mim?
Mulher
- Generalizando.
Homem
- Então não é meu caso... sabe que eu não faria isso!
Mulher
- Tá
bom... então vai.
Homem
- Vou.
Mulher
- Ei!
Homem
- Que foi, cacete?
Mulher
- Leva o celular, estúpido!
Homem
- Prá quê? Prá você ficar me ligando?
Mulher
- Não. caso aconteça algo, estará com celular.
Homem
- Não... pode deixar...
Mulher
- Olha...desculpa pela desconfiança, estou com saudade, só isso!
Homem
- Ok, meu amor. Desculpe-me se fui grosso. Tá.. eu te amo!
Mulher
- Eu também! Posso futricar no seu celular?
Homem
- Prá quê?
Mulher
- Sei lá!
Joguinho!
Homem
- Você quer meu celular prá jogar?
Mulher
- É.
Homem
- Tem certeza?
Mulher
- Sim.
Homem
- Liga o computador... lá tem um monte de joguinhos!
Mulher
- Não sei mexer naquela lata velha!
Homem
- Lata velha? Comprei pra a gente mês passado!
Mulher
- Tá..ok..então leva o celular senão eu vou futricar...
Homem
- Pode mexer então... não tem nada lá mesmo...
Mulher
- É?
Homem
- É.
Mulher
- Então onde está?
Homem
- O quê?
Mulher
- O que deveria estar no celular mas não está...
Homem
- Como!?
Mulher
- Nada! Esquece!
Homem
- Tá nervosa?
Mulher
- Não..tô não...
Homem
- Então vou!
Mulher
- Ei!
Homem
- O que ééééééé, caralho?
Mulher
- Não quero mais sorvete não!
Homem
- Ah é?
Mulher
- É!
Homem
- Então eu também não vou sair mais não!
Mulher
- Ah é?
Homem
- É.
Mulher
- Oba! Vai ficar comigo?
Homem
- Não vou não... cansei... vou dormir!
Mulher
- Prefere dormir do que ficar comigo?
Homem
- Não... vou dormir, só isso!
Mulher
- Está nervoso?
Homem
- Claro, porra!!!
Mulher
- Porque você não vai dar uma volta para espairecer?
Homem
- Ah, vai tomar*&%# %@# (*&...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

DE 1660 a 1700 ERA ASSIM...


Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso
palácio não tem banheiros.

Na Idade Média, não existiam escovas de dente, perfumes, desodorantes,
muito menos papel higiênico.

As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio.

Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1.500
pessoas, sem a mínima higiene.

Vemos nos filmes de hoje as pessoas sendo abanadas. A explicação não está
no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que eram
propositalmente feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não
havia higiene).

Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e à quase
inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissipado pelo abanador.

Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que
o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos.

Quem já esteve em Versalies admirou muito os jardins enormes e belos que,
na época, não eram só contemplados, mas "usados" como vaso sanitário nas
famosas baladas promovidas pela monarquia, porque não existia banheiro.

Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles,
o início do verão).

A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em
junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Entretanto, como alguns
odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores,
junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí termos "maio" como o "mês
das noivas" e a explicação da origem do buquê de noiva.

Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente.

O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois,
sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade,
as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os
últimos a tomar banho.

Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era
possível "perder" um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em
inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente
"não jogue o bebê fora junto com a água do banho", que hoje usamos para os
mais apressadinhos.

Os telhados das casas não tinham forro e as vigas de madeira que os sustentavam
era o melhor lugar para os animais - cães, gatos, ratos e besouros se
aquecerem. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a pularem para o
chão.. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivete" tem o seu equivalente
em inglês em "it's raining cats and dogs" (está chovendo gatos e cachorros).

Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos
de alimento oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse
envenenada. Lembremo-nos de que os hábitos higiênicos, da época, eram
péssimos. Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo,
venenosos.

Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação,
às vezes, deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia induzida
pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho).

Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estivesse morto, portanto
recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre
a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília,
comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não.

Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.

A Inglaterra é um país pequeno, onde nem sempre havia espaço para se enterrarem
todos os mortos. Então os caixões eram abertos, os ossos retirados, postos
em ossários, e o túmulo utilizado para outro cadáver. As vezes, ao abrirem
os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro,
o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim,
surgiu a idéia de, ao se fechar o caixão, amarrar uma tira no pulso do defunto,
passá-la por um buraco feito no caixão e amarrá-la a um sino. Após o enterro,
alguém ficava de plantão ao lado do túmulo, durante uns dias. Se o indivíduo
acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by
the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão usada por nós até os dias de hoje.

PARA RIR UM POUCO...

Quem encabeça a lista dos vídeos mais vistos no YouTube com 56,5 milhões de visualizações e quase 63 mil comentários em pouco mais de um ano é o vídeo Evolution of Dance de Judson Laipply.

REFLITA SOBRE O AVISO DO MÁRIO QUINTANA...


"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."


Wolfgang Amadeus Mozart - Requiem K626 6 via Noolmusic.com

"O CUME" - Modelo de cacofonia...


"Todo lingüista, aquele que se especializa em estudar a linguagem, aprecia brincar com as palavras. Sou um deles. Como não tinha assunto para botar nesta crônica, resolvi falar um pouco da cacofonia. Vou, então, me utilizar de alguns encontros de sons que, às vezes, desagradam os ouvidos. Lembrem-se que há cacófatos, cuja junção da última sílaba de uma palavra com a primeira da que se segue dá origem a uma terceira, geralmente obscena ou engraçada.
Não acho nessas uniões vocabulares nada de desagradável. Pelo contrário, nas horas vagas, são uma das minhas curtições prediletas. Eu as faço não com o intuito de levar os leitores a escrever nossa língua com erros. Quase todos os idiomas dos povos civilizados possuem seus cacófatos. O nosso não é exceção à regra.
Eis alguns deles: "meus amores por ti são / mas se eu pudesse amar ela / talvez eu a maria / entretanto, agora, meu coração apenas por ti gela"; "o irmão, tresloucado, pôs a culpa nela"; "nesse caso, existe uma herdeira"; "já que tinha resolvido, por que não me falou?"; "uma mão boba me apalpou no ônibus"; "eu a peguei de supetão e beijei a boca dela"; "da vez passada, estive na casa dela". Finalmente, um poemeto que poderia se chamar "o cume da montanha". Não é obsceno, porém jocoso. "No alto daquele cume / plantei uma roseira / o vento no cume bate / a rosa no cume cheira. Quando vem a chuva fina / salpicos no cume caem / formigas no cume entram / abelhas do cume saem. Quando vem a chuva grossa / a água do cume desce / o barro do cume escorre / o mato no cume cresce. Então, quando cessa a chuva / no cume volta alegria / pois torna a brilhar de novo / o sol que no cume ardia." O tema, como estão vendo, poderá ser até usado para se fazer uma tese. Quem quiser deverá começar a construir cacófatos, pois há centenas deles no português."
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AUTOR :
Luiz Augusto Sampaio
é vice-presidente da Academia Goiana de Letras
(encaminhado pela amiga Iracema Dantas de Araújo, de Goiânia)