segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Bei Entrevista - Augusto Martins


O português mais santa-mariense do mundo conta sua vida, o trabalho junto com o pai, Manoel Martins, e como o seu restaurante se tornou um dos pontos de encontros mais tradicionais da cidade, além de histórias inusitadas que presenciou em seus mais de 60 anos de trabalho e amizades em Santa Maria.

FRANKLIN CASCAES, O BRUXO DA ILHA - James Pizarro

FRANKLIN JOAQUIM CASCAES, popularmente conhecido como  "o bruxo da ilha", foi o maior mitólogo da arte catarinense, sobretudo do aspecto da mito-magia da Ilha de Santa Catarina (que muitos chamam erroneamente de Ilha de Florianópolis).

CASCAES nasceu em Itaguaçu, cidade de São José, SC,  em 16 de outubro de 1908, filho de Joaquim Serafim Cascaes e Maria Catarina Cascaes. Foi casado com Elizabeth Pavan Cascaes.  CASCAES faleceu em 15 de março de 1983, aos 75 anos.

Realizou centenas de exposições de 1931 a 1978 (tenho a listagem de todas as exposições realizadas). Ficou muito famoso perante o público pela montagem de seus famosos presépios nos mais diferentes locais de Florianópolis. São lembrados até hoje os presépios montados no "campus" da UFSC (de 1977 a 1983). Confeccionou e fez doação de muitas imagens, além de restaurar outras tantas em capelas e igrejas da cidade. CASCAES ainda deixou 925 desenhos que estão guardados e conservados em mapotecas destinadas a este fim.

Existem muitos artigos escritos a respeito da obra de CASCAES. Mas escritos por ele mesmo consegui encontrar apenas dois textos :"As Bruxas da Ilha de Santa Catarina" (publicado na revista Brasileira de Folclore, em 1963) e "A Bruxólica Magia da Ilha" (publicado no jornal O ESTADO, de Florianópolis, em 7 de agosto de 1971).

O melhor estudo que consegui encontrar (até agora) sobre CASCAES está no livro de uma professora universitária paranaense da UFPR, Adalice Maria de Araújo, que também é pesquisadora e crítica de arte. Adquiri esta obra na Feira do Livro da UFSC, no início de 2013, junto com mais de 58 livros que encontrei sobre a ilha de diversos autores. A obra de Adalice tem por título "FRANKLIN CASCAES, O MITO VIVO DA ILHA", 153 páginas, editado em 2008 pela Ed. da UFSC.

A obra de CASCAES, assim como de outros artistas catarinenses, deveria ser conteúdo obrigatório de estudo nas séries iniciais do Ensino Fundamental das escolas da rede pública do estado de SC ou, pelo menos, nas escolas de Florianópolis.



sábado, 28 de setembro de 2013

SOBREVIVENTE - James Pizarro

Toda semana morre um conhecido, um amigo, um ex-aluno. Às vezes, mais de um. Que coisa chata isso !

Tenho me sentido com uma certa onipotência de...sobrevivente !

ORAÇÃO E FÉ - James Pizarro

Nas minhas orações - principalmente quando acordo e me dou conta que estou vivo - só agradeço e
louvo. Não peço nada.

Deus sabe do que preciso e, se ainda não ganhei, é porque não sou merecedor. À medida que eu for evoluindo, corrigindo, as coisas irão acontecendo ao natural.

Minha fé e minha lógica me dizem isso.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

NEM FEDE, NEM CHEIRA - James Pizarro

A ideia que me ficou na cabeça - depois de anos e anos de aulas de História no MANECO, colégio exemplar de Santa Maria, RS - foi de que o mundo ocidental teve duas pátrias intelectuais. Na Modernidade, a França. Na Antiguidade, a Grécia e Roma.

Estudei quatro anos de Latim e - por consequência - muita coisa sobre Roma e os romanos. E nas mínimas coisas, nos ditos populares mais simples, sinto o dedo de Roma.

Quando a gente quer desprezar uma pessoa, diminuí-la, dizendo que a mesma não tem importância alguma, afirmamos que ela é "um zero à esquerda da vírgula". Ou então, o gaúcho usa muito o "nem fede nem cheira".

Em Roma essa expressão já existia : "NEC UTILIS, NEC INUTILIS". Tradução : não é útil, nem inútil. Não é pega, nem gavião. Não é carne, nem peixe. Isto é : "Nem fede, nem cheira".

Simples, não ?


domingo, 22 de setembro de 2013

VAIDADE PRA QUE ? - James Pizarro

Tempo perdido em demasia em frente ao espelho. Perseguir a fama. Idolatrar o sucesso. Orgasmo com excesso de bens materiais. Sentimento de superioridade em relação aos outros. Exibicionismo com carros, jóias, roupas. Prepotência. Onipotência. Desdém.

Quantas pessoas a gente conhece que cultuam esses "atributos" ?

Recomendo a eles uma meditação profunda sobre um pensamento comum no meio dos romanos séculos antes de Cristo :

"HOMO HUMUS; FAMA FUMUS; FINIS CINIS."

Tradução tupiniquim :

 "O HOMEM É BARRO; A GLÓRIA É FUMO: O FIM É CINZA."

sábado, 21 de setembro de 2013

E QUANDO A BELEZA SE FOR ? - James Pizarro

" Forma bonum fragile, aeterna sapientia lucet " : esse verso de Ovidio (Arte de Amar I), que aprendi nas aulas de Latim do professor Albino Seibel, no glorioso MANECO, pode ser traduzido com...o "A beleza é um bem frágil; a sabedoria brilha eternamente". Na Escola Normal de Cataguases, MG, esta frase é o lema da primeira turma de moças que se diplomaram em 1917.

Será que as jovens mulheres de hoje pensam nisso ?

Quem delas centrar todo seu substrato de vida exclusivamente em cima da aparência, farão o que quando a ação da gravidade agir e despencar tudo, transformando o corpo numa geografia excêntrica de varizes, rugas, celulite, minguado colágeno e manchas hemorrágicas ?


O que farão ?