terça-feira, 20 de novembro de 2018

A DURA LUTA ECOLÓGICA EM S. MARIA NOS ANOS 70/80 - JAMES PIZARRO ( jorna DIÁRIO de SM, pág 4,edição de 20.11.2018)

No final dos anos 70/80 tentei explicar à comunidade através da mídia, com clareza e sem rodeios, o verdadeiro impacto ambiental provocado pela construção civil, sem controle, em nosso município. Eu tinha a intenção de fazer com que as empresas construtoras exigissem dos fornecedores certificados de que estes estavam agindo de acordo com as normas ambientais (leis, códigos, certificados de impacto ambiental, etc...). Muitos engenheiros e construtoras foram sensíveis ao tema, tendo entrado em contato comigo num primeiro momento. Mas a maioria das pessoas ligadas à área tratou de me ridicularizar, acusando-me de ser contra o progresso da cidade.
Lembro de uma declaração do saudoso Dr. Wilson Aita, docente do Curso de Engenharia Civil da UFSM, que disse - em meu socorro - "que era necessário que a exploração dos recursos naturais fosse feita de maneira racional e organizada, dentro da Lei". Eu entendia que essa transformação iria precisar de tempo, de compreensão, de paciência e que, principalmente, estruturas mínimas deveriam ser criadas para permitir a adequação dos exploradores, tais como linhas de financiamento, custos compatíveis. Nunca fui cretino nem catastrófico para querer paralisar a construção de edifícios ou algo nesta linha. Mas queria que a cidade raciocinasse sobre a utilização dos recursos da Natureza para o bem-estar do homem, utilização adequada e dentro das normais ambientais vigentes, ações que minimizassem os danos e, também, meios de reparar os danos causados.
Na realidade, eu queria expor - há quase meio século - para um público de visão paroquiana, sem cultura ecológica, uma série de indagações... A madeira usada naquela época na construção civil vinha de onde ? Esta madeira possuia "selo verde" ? Ou grande parte dela representava uma gigantesca fatia retirada de florestas que estavam em extinção acelerada ? Rochas usadas no piso e no revestimento das construções (granito, ardósia, quartzitos) são degradação em estado bruto. De onde vinha este material ? Onde são extraídos não se formam crateras lunares, montanhas de rejeitos, desmatamento e assoreamento dos cursos de água ? O que falar do processo de extração e beneficiamento do calcário, que dá origem ao cimento, principal insumo da construção civil ? Já tinha sido feito um levantamento criterioso da destruição de grutas, de cavernas, da poluição dos rios e do ar ? Quais os responsáveis pela fiscalização desse setor de mineração, que relatórios públicos a população poderia consultar ?
Uma particularidade curiosa em tudo isso é que esta poluição causada, direta ou indiretamente, pela construção civil não lhe produz o ônus social da degradação. Os impactos são, em sua grande maioria, invisíveis aos que moram na cidade. Mas existem os danos diretos, visíveis, causados pelos canteiros de obras, encontrados nas ruas e avenidas dos centros urbanos. Os danos são múltiplos, tais como a destruição do patrimônio arquitetônico, onde casas antigas, tradicionais, tombam como se fossem árvores na floresta. Há o carreamento dos resíduos de construção para os sistemas de drenagem urbana, entupindo bueiros, bocas-de-lobo, galerias, poluindo margens de córregos, ajudando a aumentar enchentes, alagamentos e derrubando casebres e ferindo gente.
Cito um exemplo que me ocorreu. A repórter Elen Almeida publicou em "A RAZÃO" reportagem sobre a destruição de centenas de árvores em pleno centro da cidade para que, em seu lugar, fosse construído um imenso conjunto de prédios residenciais. O empresário Carlinhos Costa Beber fez coro aos meus protestos no programa "Sala de Debate", da rádio Antena Um, saindo em minha defesa. Mas a destruição estava feita. E nem ao menos se ficou sabendo, à época, se havia licença para que aquilo fosse feito.
Poderia citar o vidro empregado nas construções, a extração de areia e a alteração da paisagem, com assoreamento dos cursos de água e destruição da paisagem. O alumínio e a fantástica quantidade de energia usada em sua fabricação, além da poluição causada pela extração da bauxita. A brita e os problemas causados pelas pedreiras, com destruição de áreas de preservação permanente, explosões que perturbam o sossego público, o desmatamento muitas vezes produzido. A fabricação de tijolos e a fantástica quantidade de lenha que é consumida em sua fabricação, além do que a extração de argila afeta as zonas baixas, lagoas e matas ciliares. Além da construção civil, o setor moveleiro e as indústrias de embalagens poderiam ajudar a frear a retirada ilegal e indiscriminada de madeira das florestas se passassem a exigir com firmeza de seus fornecedores a certificação ambiental. Mas tudo isso passa por sensibilidade, por educação ambiental, por vontade política, por diminuição de ganância, por mudança de comportamento.
Graças ao apoio da Promotoria Pública, numa grande campanha que promovi contra as pedreiras instaladas dentro do perímetro urbano e que destruíam áreas de preservação permanente, os morros que cercam a cidade estão preservados. Consegui, mediante denúncia sistemática em Porto Alegre e Brasília, com apoio da Justiça local, na década de 80, o fechamento da pedreira da UFSM (onde eu era professor de Ecologia do Departamento de Biologia), pedreira Link, pedreira do Morro do Cechella, pedreira da Viação Férrea, etc...Mas a maior vitória nesse sentido foi o fechamento da pedreira do Morro do Cerrito, explorada pela Prefeitura Municipal no governo Evandro Beher, atividade proibida por lei municipal e pelo Código Florestal vigente na época, por constituir-se aquele morro no último resquício de mata nativa situado dentro do perímetro urbano. Foi talvez, a maior vitória que consegui quando “estive” vereador nessa cidade, com uma proposta ecologista de mandato.
Dia destes, ouvindo uma rádio local, fiquei a escutar atentamente uma entrevista dada pelo Dr. Walter Bianchini, dono das fábrica de facas Coqueiro, de Arroio do Só, professor aposentado da UFSM e ex-secretário dos governos do Rio Grande do Sul e de Roraima. Ele dizia claramente : "Os morros de Santa Maria continuam de pé por causa da obstinação do professor James Pizarro". Tão acostumado a levar somente bordoadas, fiquei emocionado em ouvir este reconhecimento público. E fui dormir feliz aquela noite...

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

PERDOAI A BURRICE, MÃE MEDIANEIRA E ROGAI POR NÓS ! - JAMES PIZARRO (página 4 do DIÁRIO DE SM, edição de 6.11.2018)


Em 2007, a Secretaria Municipal de Turismo de Santa Maria – leia-se Paulinho Ceccin – pensou em construir um monumento em homenagem à N. S. Medianeira, padroeira do Rio Grande do Sul (muita gente pensa que é São Pedro). O monumento seria construído no Morro do Cechella e teria todos os equipamentos modernos em seu entorno, como vias de acesso, capela, lancherias, mirantes, museu para contar a história da santa, restaurantes, vendas de lembranças e postais, policiamento.

Seria uma obra gigantesca que atrairia milhares de turistas brasileiros e estrangeiros, pois seria o maior monumento brasileiro do gênero, planejada por artistas e técnicos santa-marienses, sob a direção do J. Amoretti. A prefeitura municipal não gastaria nada, pois todo dinheiro viria de doações, captação de recursos particulares e verbas do Ministério do Turismo.

Na edição de 28/29 de julho de 2007 (sábado/domingo) de A Razão, publiquei e assinei matéria de página inteira sob o título “Até a Medianeira é repudiada aqui !? “. Fi-lo porque tão logo foi lançada a ideia pela construção do monumento setores obscurantistas iniciaram feroz campanha contra a iniciativa do então secretário Paulinho Ceccin. Essas pessoas nem se deram conta da vocação que Santa Maria tem para o turismo religioso. E ficaram contra a ideia mas não fizeram proposta alternativa em seu lugar.

Nunca falei sobre isso com o Paulinho Ceccin. Nem com dom Hélio. Nem com ninguém. E ninguém me pediu para escrever a favor à época porque nunca aceitei escrever coisas por encomenda. Nem tão pouco apoiei a iniciativa por ser católico apostólico romano, praticante e convicto. Quisessem os umbandistas construir monumento semelhante em homenagem à Iemanjá, estaria eu a favor. Quisessem os meus amigos espíritas homenagear Allan Kardec com um monumento de igual tamanho, contariam com meu apoio. Sou de profunda formação ecumênica. E sempre fui A FAVOR DO DESENVOLVIMENTO E DO TURISMO DA MINHA CIDADE NATAL !!!

Tivesse o projeto sido aprovado e construído teríamos hoje no morro do Cechella o maior monumento religioso do Brasil iluminando a noite santa-mariense: a santinha em sua posição original, de braços abertos, feericamente iluminada, maternal e generosamente acolhendo em seu seio todos os santa-marienses e gaúchos. Além do turismo rendendo divisas para nosso município.

Que Nossa Senhora Medianeira ilumine a cabeça burra dos muitos que teimam em lutar contra o progresso de nossa querida cidade natal.

Oremos, pois, nessa nova edição da romaria que as luzes divinas iluminem os neurônios cerebrais das nossas autoridades e de todos aqueles que – independentes de partido político ou credo religioso – possuam poder e amem nossa Santa Maria.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

COM OLHOS DE AMOR DO TEMPO ANTIGO - James Pizarro (página 4 do DIÁRIO de SM, edição de 23.10.2018)


Família da classe média do interior gaúcho.
Pai comerciário. Caçador de perdizes. Dono de um carro antigo. Um velho Ford "de bigode".
Mãe professora de piano e dona de casa. Três filhos pequenos. Duas gurias e um piá.
Durante as férias viajavam para a pequena cidade de Cacequi.
Estrada de chão batido. Mar de lama quando chovia. O valente Ford atolava. O pai descia. Botava correntes ao redor dos pneus.
A mãe puxava a cortina de couro das janelas. As três crianças encolhidas no banco traseiro. Frio de renguear cusco. Chuva inclemente.
Chegavam ao destino horas depois. Passar alguns dias na "casa" do irmão do pai. Na realidade, uma hospedaria. No recinto da estação ferroviária. Abrigava passageiros do trem. Dava comida. Servia lanches.
Os irmãos maiores toleravam essas "férias". A menor das gurias detestava. Ficava olhando aquela gente estranha. Velhos gaúchos pilchados. Fumando palheiro. Tomando seu gole de cachaça. Chimarreando. Comendo o prato feito que a tia servia aos hóspedes. Enquanto a mãe ajudava na cozinha. E o pai conversava fiado.
A menina odiava sobretudo o corvo. Sim, um corvo de estimação ! Que ficava pousado na janela da cozinha.
O corvo ficava esperando tripas de galinha. Restos de carne dos pratos. Vísceras. O corvo saia caminhando entre as mesas. Festejado pelos hóspedes. Orgulho do tio. Que acariciava o pescoço pelado do corvo. Que crocitava, agradecido.
Introspectiva nos seus oito anos, a menina ficava olhando aquilo. Com seus olhos de espanto.
Além do asco pelo corvo, ficava comparando o tratamento que recebia. Os tios davam mais atenção ao corvo do que a ela.
Esta cena jamais sairia da sua memória.
Para o resto da vida. Vida que ela continua a olhar com seus grandes e lindos olhos.
Agora, não mais de espanto. Mas de encantamento.
Do alto da Galeria do Comércio, onde mora com o marido, só contempla passarinhos coloridos do pátio da casa do Dr. Mariano. Os morros da cidade. As torres da catedral.
As nuvens que passam formando desenhos lindos.
E o bonito morro da Caturrita. Com as antenas da TV.
Seus olhos lindos aguardam os netos que chegam para visitas.
O corvo ficou sepultado no passado.
O marido septuagenário ainda a olha com olhos de adolescente.
Olhos de amor do tempo antigo.
De amor para sempre.

sábado, 13 de outubro de 2018

COCÓ, A PATA DE ESTIMAÇÃO - James Pizarro (página 4, edição do DIÁRIO de S. Maria,RS - 13.10.2018)


Corria a década de 50. Eu estudava no curso primário (hoje, ensino fundamental) do Grupo Escolar João Belém. A diretora era a professora Edy Maia Bertóia. Depois substituída pela professora Diquel Siqueira.

Os tempos eram difíceis. Meu pai trabalhava em dois empregos. Minha mãe fazia doces para fora. Meu avô, ferroviário, sempre ajudava. A Viação Férrea do RGS naquela época estava no auge e seus funcionários ganhavam os mais altos salários da cidade.

Meu pai estava construindo uma casa com todas as dificuldades inerentes a um funcionário público que se metesse numa empreitada dessas. No nosso pátio tinha horta, canteiro de flores, duas cabritas (passei minha infância tomando leite de cabra), dois cachorros, um gato, uma caturrita, laranjeiras, bergamoteiras, figueira, limoeiros, bananeiras. E tinha um grande galinheiro, com mais de 100 galinhas, cujos ovos eram recolhidos diariamente.
 
No pátio, criada livremente a meu pedido, andava feliz uma pata simpaticíssima chamada por mim de "Cocó". Foi um dos meus primeiros animais de estimação. A pata andava atrás de mim por onde eu andasse, emitindo o som característico da sua espécie. 

Quando as finanças apertaram na parte final da conclusão da construção da nossa nova casa, meu pai anunciou que - para fins de economia na compra da carne - passaríamos a comer as galinhas todas, o que realmente ocorreu. Era galinha frita, galinha na panela, risoto, pastelão de galinha desfiada. Isso me fez enjoar tanto de carne de galinha que até não gosto de comer dessa carne.

Num domingo, chegando da missa na catedral diocesana de Santa Maria, onde sempre ía em companhia de minha avó, achei estranho a "Cocó" não ter me esperado no portão como sempre fazia.

Na hora do almoço falei sobre o desaparecimento da pata e veio a verdade nua e crua, anunciada por minha mãe : "Teu pai mandou matar e assar a Cocó".

Saí vomitando pelo pátio, chorando e, aos gritos, maldizendo a família inteira. Não comi naquele maldito domingo.

Até hoje, mais de meio século depois, lamento não ter uma foto com a minha patinha "Cocó".

Devo ter sido o único menino do mundo que chorou pela morte de uma pata.

Desde aquela época eu já era uma pessoa esquisita.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

DESTINO EDIFICANTE PARA TAMPAS E LACRES DE AUMÍNIO ! - JAMES PIZARRO (crônica no DIÁRIO de Santa Maria, pág.4, edição de 9.10.2018)

“ Em 1948, Ludwig Guttman organizou uma competição esportiva que envolvia veteranos da Segunda Guerra Mundial com lesão na medula espinhal. O evento foi realizado em Stoke Mandeville, na Inglaterra. Quatro anos mais tarde, competidores da Holanda uniram-se aos jogos e, assim, nasceu um movimento internacional. Este fez com que jogos no estilo olímpico, para atletas deficientes, fossem organizados pela primeira vez em Roma, em 1960. Em Toronto, 16 anos depois, foram adicionados na competição outros grupos de pessoas com deficiência. A partir daí, surgiu a ideia de fundir estes diferentes atletas em um grande torneio esportivo internacional. Naquele mesmo ano, 1976, a Suécia organizou os primeiros Jogos Paralímpicos de Inverno. ” Esse é o resumo da pesquisa que fiz nos arquivos do PC-Comitê Paralímpico Internacional e CPB-Comitê Paralímpico Brasileiro.
Moro na Galeria do Comércio. No saguão de entrada do condomínio existe um grande recipiente de plástico onde os moradores são convidados a depositar os lacres de alumínio e as tampas plásticas de garrafas. Fiquei sabendo tratar-se da uma campanha da ASSAMPAR – Associação Santa-mariense Paradesportiva. Nome da iniciativa : CAMPANHA PARATLETA. Entrei em contato com o amigo Flávio Correa, cadeirante e sócio ativo da ASSAMPAR e ele me contou detalhes, até então, desconhecidos para mim.
A ASSAMPAR reúne cerca de 20 cadeirantes, amputados, autistas e portadores de outras deficiências crônicas, além de grande número de colaboradores. O criador/idealizador da entidade é o sr. Denilson Souza, militar reformado, cadeirante, que sempre foi preocupado com a reinserção social do portador de necessidades especiais através da prática do esporte.
Flávio Correa foi enfático ao me dizer: “O paradesporto como ferramenta de reinserção social para pessoas com algum tipo de deficiência física e/ou motoraé a razão da existência da Assampar. Nossa prioridade não é a busca por troféus e não há cobrançaspor resultados em competições. Despertar no paratleta a simples vontade de praticar algum tipo de atividade físicae conviver com outras pessoas na busca de novas amizades é o verdadeiro objetivo da Associação. Nesse processo, fazemos questão da participação não apenas do paratleta, mas o envolvimento de pais, irmãos, amigos e cônjuges, para uma completa integração. “
Vale ressaltar a compreensão e incentivo do Clube Cruzeiro do Sul, CTG Sentinela da Querência e Centro de Equoterapia Integração, valorosos estimuladores da ASSAMPAR.
Em 2018 foi lançada a "Campanha Paratleta", que consiste na arrecadação de tampas plásticas de garrafas e lacres de alumínio visando arrecadar recursos para a compra de material paradesportivo (além da questão ecológica com a reciclagem de material plástico). Até então, Denilson Souza, o atual Presidente da Associação, usou de recursos próprios para a compra do material esportivo disponível para uso. Com o aumento da demanda, fez-se necessária a criação da campanha para arrecadar fundos. Cada cadeira custa cerca de 4000 reais. E para conseguir 4000 reais são necessárias toneladas de lacres de alumínio ! A cidade precisa colaborar ! Os locais de coleta estão disponíveis no Facebook na página "Paradesporto e Lazer SM"
Os interessados em colaborar podem entrar em contato por e-mail : assampar2018@outlook.com Ou podem ligar para o Denilson Sousa : 55.99941.4467

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

QUANTO À CAMPANHA ELEITORAL...- James Pizarro (publicado no Facebook)

Tenho cumprido rigorosamente os ditames da Justiça Eleitoral (leia-se Lei Eleitoral) por causa dos veículos de comunicação onde escrevo e falo (DIÁRIO e RÁDIO MEDIANEIRA), não escrevendo e nem falando nem ao menos subliminarmente ou por metáforas a cerca de partidos, candidatos ou eleições. Faço o mesmo nas redes sociais, em respeito às centenas de amigos, colegas e parentes que pensam e votam diferente de mim. No início da campanha, sob o título "DERRADEIRO PEDIDO", implorei a todos que não colocassem comentários político-partidários e nem propagandas na LT do meu facebook. Os que insistiram, invadindo minha privacidade, foram deletados. Foi a maneira simplória que achei de, aos 76 anos, colaborar para diminuir com a onda de ódio e sectarismo que tomou conta de boa parte das pessoas.
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