domingo, 28 de junho de 2009

E AINDA FALAM MAL DOS IDOSOS...


Renda de idoso é fundamental para famílias
Pesquisa entrevistou 2 mil pessoas em seis cidades brasileiras

Quatro em cada cinco idosos são os principais responsáveis pelo sustento da casa onde moram, principalmente nas classes mais baixas, em que a aposentadoria tem um peso significativo na renda familiar.

Essa é uma das principais conclusões do estudo Longevidade Brasil, coordenado pelo cientista social José Carlos Libânio, ex-coordenador de desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU) no país. A pesquisa entrevistou cerca 2 mil pessoas das classes A, B e C em seis cidades de todas as regiões do país, com exceção da região Norte.

Também foram realizados grupos focais e pesquisas etnográficas durante os anos de 2008 e 2009. Segundo Libânio, na classe C, 82% mantém os lares. Na classe A, 76%.

– Para as classes mais pobres, o fato de poder contar com uma renda certa e segura, faz toda a diferença. A partir da aposentadoria, a renda se torna constante, o que antes, podia não acontecer porque o trabalho era no mercado informal – afirma Libânio.

A pesquisa mostra que, para os idosos, as piores coisas de envelhecer são: doenças físicas (53%), ser desrespeitado (20%) e a solidão (15%). Por outro lado, 78% discordam que a velhice é um tipo de doença. Para 73% dos entrevistados, ser idoso é motivo de tranquilidade. Para 30%, a velhice é sinônimo de preocupação. Três em cada quatro consideram que o melhor de envelhecer é não ter horário para nada.

– O resultado mostra que existe uma mudança de mentalidade da sociedade em curso. Os idosos buscam formas saudáveis de envelhecer, embora façam menos exercícios do que deveriam – diz Libânio.

A maioria dos entrevistados (80%) concorda que o idoso não é respeitado no Brasil. O desrespeito é maior entre mulheres com mais de 70 anos, da classe C, e que moram em regiões de alta longevidade.

O maior ícone da falta de respeito é o ônibus. Os idosos reclamam que os motoristas não gostam de parar e que os assentos preferenciais são poucos. Nos hospitais, queixam-se de descaso, e, nos bancos, reclamam das “pessoas que olham torto”.
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FONTE : estudo "Longevidade Brasil", de José Carvalho Libânio, da ONU.

3 comentários:

Iracema disse...

Prof. James, sou uma espécie de idosa/deficiente física (e com dificuldade na fala. Quase ninguém entende o que falo). Outro dia fui a uma loja que tem caixa do Banco do Brasil. Na fila tinha mais de 8 pessoas. Cheguei, com muita dificuldade, com o meu andador. Quase caindo, pela falta de equilíbrio. Sabe que para passar na frente, tive que perguntar a um por um pra ver se eles "me autorizavam"? Só deixaram porque comecei a chorar. Na verdade, não sei quem pagou mico: se foi eu ou se foram eles...

aminhapele disse...

Sabes,querido amigo,a vida de velho é difícil em todo o mundo.
A minha filha mais velha,uma jovem de 43,já anda a ser tratada como idosa...
A mim próprio,após os 50,foi-me "oferecida" a reforma!
Esta gente não sabe o que é a vida dos humanos e da família e,por ventura,até persegue quem saiba e quem pratique.
Um abraço.

Beth/Lilás disse...

Tudo tão absurdo neste sentido aqui e em alguns países onde a civilidade passa longe!

Sabes que acabei de ouvir na rádio CBN-Rio que uma delegacia em Copacabana está oferecendo curso de artes marciais para idosos se defenderem nas ruas contra a violência? Achei um absurdo, já que eles próprios instruem a não reagir diante desses casos, agora vai botar um idoso lutando com um louco viciado desses que tem por aí!
abraço carioca