sábado, 12 de maio de 2012

OBRIGADO, MINHA MÃE !!!

Minha mãe se chama Maria, conhecida por todo mundo pelo nome de Iria...Dona Iria. Minha avó materna, vó Olina, contava que o nome dela era para ser Maria Iria e que meu avô, na hora do registro, esqueceu e registrou apenas como Maria.
Ela cresceu como filha biológica única, mas com três irmãos adotivos : José, Moisés e Carmelita. Foram três irmãos adotados pelos meus avós, diante da morte dos pais biológicos deles, amigos da família.
Minha mãe estudou todo o Curso Elementar (depois chamado Ginásio e hoje chamado Ensino Fundamental) no Colégio Santa Terezinha (hoje prédio do MANECO), internato e semi-internato mantido pela Cooperativa dos Empregados da Viação Férrea do Rio Grande do Sul em sua época áurea. No turno da manhã, minha mãe tinha as disciplinas pertinentes a esse tipo de curso (Matemática, Português, Ciências, Geografia, História, Música, etc...). Pela tarde aprendia bordado, tricô, tocar violino, educação física, etc...Minha mãe sempre dizia que as freiras do Santa Terezinha usavam a frase : "De manhã se educa a mente e a alma, pela tarde se educa o corpo".
Aos 16 anos conheceu Alfeu, meu pai, e pouco tempo depois casaram. Foram morar na rua Silva Jardim, 2431.
Minha mãe ajudou na árdua luta de sustentar uma família com dois filhos, construir uma casa própria com o ordenado de funcionário público de meu pai, que trabalhava em dois empregos. Exímia na arte de fazer doces, durante anos fez e vendeu doces sob encomenda para casamentos e aniversários. Nunca teve empregada doméstica. A família sempre recebeu ajuda providencial, quando necessário, de meu avô materno, Seu Fredolino. Como ferroviário, ganhava muito bem à época e podia prestar este auxílio e o fazia de bom grado.
As únicas diversões das quais me lembro eram freqüentar todos os circos que chegavam a Santa Maria. Ir aos bailes mensais do Clubes de Atiradores Santamariense. E não perder as esporádicas festas do Grupo de bolão 7 de setembro, de cuja equipe meu pai era o "capitão", pois era exímio bolonista.
Depois de idosa, minha mãe freqüentou aulas na UFSM como aluna especial. Engajou-se na luta política da terceira idade na cidade, sendo uma das fundadoras do grupo "Mexe Coração", com sede no Centro de Atividades Múltiplas, no Parque Itaimbé. Participou de aulas da caratê. Foi atriz de vários espetáculos do grupo teatral da terceira idade, onde se revelou notável comediante. Viajou pelo interior gaúcho para apresentações teatrais. Fez parte do coral dos idosos. Frequentava as aulas recreativas de natação na piscina térmica da UFSM. Enfim, teve uma vida socialmente participativa
Esteve casada com meu pai durante 63 anos de feliz união, pois ambos se completavam. Ficou viúva em 9 de maio de 2004, quando meu pai morreu vitimado por complicações pós-operatórias advindas de uma cirurgia cardíaca.
Vive na mesma casa ainda. . Minha irmã Jane mora com ela. Acompanhada por uma atendente de idoso. Amparada por um excelente plano de saúde. Ela tem grande afinidade com minha mulher, sua nora. Insisti até à exaustão para trazê-la para a praia de Canasvieiras para gozar do sossego de uma praia maravilhosa no final de sua vida. Já estava em meus planos alugar um apartamento maior, onde ela teria a privacidade de seus aposentos. Insisti então para que ela viesse viver nem que fossem alguns meses durante o ano em frente ao mar. Os percalços, os problemas, a viuvez, a distância...tudo isso poderia ser resolvido se ela aceitasse vir em definitivo. Mas conheço minha mãe... depois de dizer não, é não.
Contentei-me, então, com conversas telefônicas semanais. E com visitas esporádicas a Santa Maria (já trouxe duas vezes minha mãe no mês de novembro de 2008 e 2009 para passar trinta dias aqui na praia comigo). Infelizmente, a minha opção de vir morar na praia, desejo acalentado há anos, não coincidiu com a opção de minha mãe. Lamentei pela opção que ela fez. Mas que sou obrigado a respeitar. Dia 4 de fevereiro de 2012 estive em Santa Maria para festejar os 90 anos de minha mãe, junto com dezenas de parentes, vizinhos e amigos, em animado jantar no Restaurante Vera Cruz. De 19 a 25 de abril de 2013 estive também em Santa Maria. E em janeiro de 2014 também estive em Santa Maria para visitar amigos, parentes e visitar minha mãe por 29 dias. Enfim, voltei todos os anos  para visitas. Até que agora - maio de 2016 - depois de quase dez anos na praia, já com 74 anos, decidi retornar aos pagos, ficar perto dos filhos, netos, amigos, ex-alunos, meus médicos, minha cidade natal.
É uma bênção e uma alegria ter ainda ter a mãe viva na minha idade.
Toda missa de domingo, dedicada às mães,  rezo pela sua saúde e agradeço a Deus pela sua existência.
Obrigado por tudo, minha mãe !!!

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AUTOR : James Pizarro

quarta-feira, 2 de maio de 2012

FLORIANÓPOLIS : EMISSÁRIO NO CAMPECHE ?

"Emissário no Campeche, não!" - Elaine Tavares


O Campeche decidiu e não havia nada mais a discutir. A obra do emissário não seria feita. Há anos a empresa de saneamento insistia no projeto. Fazer um grande cano levando a bosta da cidade para o mar. E a saída seria ali, nas águas da praia. Mas, a gente do lugar era assim, decidia e fazia cumprir. O prefeito – que nem nascera na cidade – desconhecia aquela força e, sem ligar, mandou a obra seguir. Do nada apareceram operários, máquinas, cimento, tijolos. Surdo aos desejos das gentes ele tocava para frente o emissário. O homem da empresa de saneamento jurava de pés juntos que o esgoto não poluiria a praia. “Vai sair longe, não chegará à margem”. E os repórteres reproduziam à exaustão as mentiras bem armadas. Não seria uma comunidade atrasada que impediria a cidade de se modernizar.

Dentro das casas, o povo esperava. Vez ou outra passava pela obra algum morador, de olhos compridos, espiando. As mulheres ressuscitavam bruxedos e nas noites de lua dançavam na praia, invocando poderes adormecidos. As crianças recolhiam ervas e bichos para as poções de encantamento. As velhas recitavam antigas orações achadas nos baús. Os mais jovens se reuniam na praia e socializavam entre eles os planos que se urdiam nas casas.

Então, numa noite de lua nova, quando a escuridão caia como um manto sobre a cidade, no Campeche não se viu qualquer luz. Escondidas pelo negrume, as pessoas saiam das casas, uma a uma, em direção ao rancho de canoa. Lá dentro os velhos faziam arder o caldeirão e só se ouvia o estalido da madeira, salpicando uma chama bem tímida. O mar se agitava, a maré bem cheia. O vento soprava terral, uivando, feito bicho.

No rancho, as gentes se postavam em roda. Um murmúrio baixinho embalava o girar da colher de pau no caldeirão. As mãos se fechavam umas nas outras, o murmúrio aumentava, e na noite de maio, aquele barulho de vozes humanas se fez ensurdecedor. Era como um vagalhão alucinado invadindo a cidade. Assustador.

Os homens da obra despertaram. O que era? As vozes, os murmúrios alucinantes, o cheiro de jasmim. Saíram para a rua e não viam nada. Era o breu. Lá longe, no mar, parecia assomar uma vaga de água, alguma coisa mais escura do que a própria noite. Os cabelos arrepiaram, o coração parou. “Bem que avisaram que aqui tinha bruxa”, disse um. “Bobagem”, disse outro, enquanto sentia um bafo quente na nuca. A fumaça ou sei lá o quê foi adensando e cobriu a obra, com gente e tudo. A estação de tratamento, quase pronta, sumiu na bruma. Houve barulho de lata, prego, cano. Tudo esboroava. Os trabalhadores amoleceram e perderam os sentidos. Na escuridão do Campeche só a fumaça e o murmúrio eram constantes.

No centro da cidade, o prefeito acordou enregelado. Um aperto no peito, uma sufocação. Levantou e foi tomar água. Espiou pela janela e petrificou. Lá fora, envolta na escuridão, uma mulher bem alta, branca como a lua, olhava para ele com olhos de fogo. Não disse palavra. Apenas o olhar, assustador, felino. O prefeito voltou para a cama como um autômato. Dormiu num segundo.

Quando o dia amanheceu no Campeche já não havia obra. Alguns homens atordoados se perguntavam o que faziam tão longe de casa. As pessoas os acolhiam com um chá quente e logo foram embora, sem saber o que passara. No gabinete do prefeito, quem chegara nem de longe parecia o jovem ariano, pretencioso. Como um zumbi, se debruçou sobre os papéis e começou a babar. Nunca mais foi o mesmo. Vieram médicos, psicólogos e especialistas, sem encontrar cura. O vice, que era filho do lugar, sumiu no mundo. Ninguém mais soube dele. O presidente da companhia de saneamento esqueceu os últimos setes anos e foi viver em um sítio em Antônio Carlos.

Na praia, as pessoas seguiam suas vidinhas. Jogar a canoa no mar, colher o peixe, um violão ao anoitecer, o terno de reis, a bandeira do divino, a festa de são Sebastião, as ruas sem asfalto, as damas-da-noite com seu cheiro doce, o pão-por-deus. O tal emissário que jogaria a bosta da cidade no mar? Nunca mais se ouviu falar. E quando alguém do poder tenta trazer à memória esse “monstro de cocô”, as mulheres se entreolham e balançam a cabeça furtivamente. É quando uma fumaça densa e escura começa a se formar... Ninguém brinca com o povo do Campeche, não... Ah, não...!

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FONTE : jornalista ELAINE TAVARES, blog PALAVRAS INSURGENTES, http://eteia.blogspot.com.br/2012/05/emissario-no-campeche-nao.html

terça-feira, 1 de maio de 2012

ATENÇÃO IDOSOS !!!

Esta verdade legal nem os hospitais, nem os planos de saúde divulgam.

De acordo com o Art. 16, Capítulo IV, da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso): "Ao idoso internado ou em observação é assegurado o direito a acompanhante, devendo o órgão de saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em tempo integral, segundo critério médico."
Por "condições adequadas" entenda-se : o pernoite e as três refeições. Independe do plano de saúde contratado pois está na lei. Recebi orientação de uma advogada que entende do assunto. Dois idosos conhecidos conseguiram o benefício apenas falando com o hospital e o plano de saúde. Eles cederam logo porque sabem que é um direito, apenas não avisam... Sabe como é... Temos que correr atrás!  DIVULGUEM AOS IDOSOS !

Empresárias oficializam primeiro casamento homoafetivo de Blumenau

Empresárias oficializam primeiro casamento homoafetivo de Blumenau Patrick Rodrigues/Agencia RBS
Ana Paula (E) e Daiane comemoram o registro civil Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS


A casa comprada no Bairro Progresso pelas empresárias Ana Paula Dias, 26 anos, e Daiane de Souza, 25, marca um novo momento na vida delas. Companheiras desde 12 de abril de 2009, quando se conheceram em uma festa, as duas largaram os empregos antigos, abriram uma madeireira e uma transportadora e agora enfrentarão dois novos desafios.

Há dois meses, Ana Paula está grávida de gêmeos, por meio de uma inseminação artificial. Para que os filhos tenham os direitos garantidos e os nomes das duas na certidão de nascimento, elas decidiram casar oficialmente no civil. Depois de mais de um mês de trâmites burocráticos, o documento oficial foi emitido na última sexta-feira. Na manhã desta segunda-feira, as duas oficializaram a união no Cartório Braga Varela, tornando-se o primeiro casal a registrar um casamento homoafetivo em Blumenau.

— Já somos casadas desde 12 de abril de 2009, mas quisemos registrar isso para garantir os direitos dos nossos filhos_ destaca Daiane.

Receosas de que o pedido para a união fosse negado pelo Ministério Público (MP), que analisa os pedidos de casamento enviados pelo cartório, as duas contrataram uma advogada. Com isso, caso necessário, a defensora entraria com recursos na Justiça para buscar o direito delas.

Em janeiro deste ano, as duas fizeram a escritura de união estável, usada para fazer a conversão ao procedimento civil encaminhado ao cartório. Com o reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), em maio do ano passado, da união estável homoafetiva como entidade familiar, o procedimento protocolado por Ana Paula e Daiane foi aceito sem que fosse necessária a intervenção de processos judiciais.

— Eu obedeci a orientação do STF — resume o promotor Hélio José Fiamoncini, que há 11 anos analisa os pedidos de união civil em Blumenau.

Casal planeja nome dos filhos
Sexta-feira, quando receberam a notícia da confirmação, Ana Paula e Daiane marcaram a festa que reuniu amigos e familiares, no dia seguinte. Sem qualquer cerimônia, elas assinaram a documentação ontem de manhã e saíram do cartório com a certidão de casamento nas mãos e um sorriso no rosto.

A partir de agora, os avós já estão imbuídos em decorar o quarto da casa nova para os netos, que devem nascer no fim deste ano. Ainda sem saber o sexo das crianças, as empresárias apostam em um casal:

— Se for isso, será João Vítor e Maria Eduarda _ preveem.

Para quem pensa que o crescimento da família terminará com o nascimento dos gêmeos, Daiane já reconhece que também pensa na possibilidade de engravidar futuramente.
 
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FONTE : jorn. Ânderson Silva, JORNAL DE SANTA CATARINA, Blumenau, Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

SANTA CATARINA ATRAI 174.112 HABITANTES A MAIS !!

Já estou morando há 4,5 anos em Florianópolis e não me arrependo da decisão que tomei. Amo a cidade, suas praias, sua gente. Estudo sua história, sua fauna e flora, seu meio ambiente. E com temperança e paciência, procuro entender a terra e o jeito manezinho de viver. Florianópolis já possui bem mais do que 30 % de gaúchos residentes, domiciliados e eleitores aqui (dados do IBGE).

"Entre 1995 e 2000, 199.653 pessoas escolheram o estado de Santa Catarina como endereço, enquanto outras 139.667 saíram de SC. O saldo positivo de 59.986 moradores a mais deixou SC como o terceiro mais procurado, atrás apenas de São Paulo (339,9 mil) e Goiás (202,8 mil)."

Se este número já era alto, o cenário pesquisado entre 2005 e 2010 revelou um dado ainda maior: o crescimento de 59% no total de pessoas que saíram de seus Estados para morar em Santa Catarina elevou para 174.112 a mais o quadro populacional do Estado, preservando o terceiro lugar no ranking nacional.

Sem esquecer de modo algum minhas origens gaúchas, meu passado, minha cidade natal e meu querido RS, amo Florianópolis e respeito sua gente e seu povo. E me sinto um mané que aprofunda seu conhecimento sobre esta ilha da magia como um filho caçula, com os olhos bem abertos diante de tanta beleza.

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AUTOR : James Pizarro


segunda-feira, 16 de abril de 2012

QUARTO ENCONTRO DE GRADUADOS EM SANTA MARIA, RS

Para o tratamento e manejo adequado visando atingir uma abstinência total da droga existem, com resultados de grande sucesso, as comunidades terapêuticas, chamadas popularmente de "FAZENDAS". Nestes locais, sob s supervisão de coordenador terapêutico, monitores, sacerdote e colaboração de de nutricionista, médico, dentista e equipe que trata da "Espiritualidade" dos internos, os dependentes ficam - dependendo do tipo de fazenda - um ano internados, cumprindo a tríplice motivação "oração - trabalho - disciplina".

As fazendas surgiram sob a orientação e experiência do Pe. Haroldo, que criou em Campinas, SP, a primeira instituição nesta área. A Igreja Católica deu grande apoio criando a PACTO - Pastoral de Auxílio ao Toxicômano. (OBS :  hoje existem centenas de comunidades deste tipo criadas sob outras orientações, mas com a mesma finalidade).
Em Santa Maria, no interior do RS, o grande bispo (infelizmente já falecido) dom Ivo Lorscheider deu grande apoio a esta causa e criou a PACTO e com dinheiro conseguido de países europeus construiu uma comunidade terapêutica, localizada em Ivorá (município vizinho a Santa Maria e distante deste  cerca de 30 kms), chamada "FAZENDA DO SENHOR JESUS", tida  como uma das fazendas modelos do país.

Para quem está entrosado no movimento sabe que se utiliza o termo "GRADUADO" para aquele dependente químico que completou o tratamento de um ano (no caso da Fazenda do Senhor Jesus), cumprindo todos os requisitos quando à disciplina, trabalho, oração. Enquanto isso, sua família recebeu total apoio da PACTO se reuniu semanalmente para estudar o programa dos "12 passos", onde aprendeu como se comportar com o dependente depois que ele sair da fazenda (isto é, depois da sua "graduação").

Periodicamente, os graduados que não estejam "recaídos" (isto é, que não voltaram ao uso da droga) se reunem em Santa Maria  e, durante 3 dias, fazem o seu "Encontro", com palestras, depoimentos, corais, missas, pregações, etc...

Deus me deu a oportunidade de colaborar voluntariamente com a PACTO de Santa Maria,junto com minha esposa,  onde fiz parte da equipe de Espiritualidade : durante cerca de 10 anos, toda sexta-feira  eu passava a tarde na Fazenda do Senhor Jesus, fazendo a pregação  e explicação de trechos bíblicos adaptados aos "12 Passos" e à recuperação dos internos.

Sempre sou convidado para ser palestrante nos encontros que são realizados. Assim é que, nos dias 20, 21 e 22 de abril  de 2012 será realizado em Santa Maria o "IV ENCONTRO DE GRADUADOS", ao qual comparecerão cerca de 500 pessoas, das mais variadas idades, que fizeram seu tratamento e não recaíram. O lema deste quarto encontro é "Não há recuperação sem conversão".  O encontro será realizado nas dependências do Instituto (Seminário) São José, na faixa Santa Maria-São Sepé.

Embora morando em Florianópolis já há mais de 4 anos, generosamentge fui mais uma vez convidado para fazer  a última palestra do dia 21/abril (sábado), às 16 horas.
No mesmo dia, pela parte da manhã falarão Maurício Landre, da FEBRACT, Campinas, SP (tema : "Prevenção e recaída") e o Cel. Brasil, da Pacto de P. Alegre (tema : Reunião 12 Passos"). No domingo, haverá ainda a palestra  de Ricardo Valente, de Pelotas, RS (tema : "Graduei, e agora ?"). No primeiro dia, sexta-feira, haverão as atividades de praxe (recepção, credenciamento,janta, abertura do evento e a apresentação da "Banda Amor à Vida", de Cruz Alta).

Se algum graduado estiver lendo esta crônica e quiser informações sobre como participar, favor entrar em contato com as seguintes pessoas :
Marcus Picada (55.9631.1328), Sérgio Ribeiro (55.8415.1299), Hélio Machado (55.99791932), PACTO de Santa Maria (55.3028.6060, mandar chamar Sérgio Ribeiro).

Que Deus abençoe a todos os participantes, pois se trata de uma obra gigantesca, qual seja a de recuperar vidas e homens, capacitando-os novamente a uma existência feliz e digna.

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AUTOR : James Pizarro, Florianópolis, SC

sexta-feira, 13 de abril de 2012

13 DE ABRIL : DIA DO BEIJO

Um beijo em todos os leitores deste blog ! James Pizarro

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UM BEIJO

Foste o beijo melhor da minha vida,

ou talvez o pior...Glória e tormento,

contigo à luz subi do firmamento,

contigo fui pela infernal descida!



Morreste, e o meu desejo não te olvida:

queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,

e do teu gosto amargo me alimento,

e rolo-te na boca malferida.



Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,

batismo e extrema-unção, naquele instante

por que, feliz, eu não morri contigo?



Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,

beijo divino! e anseio delirante,

na perpétua saudade de um minuto...



Olavo Bilac